Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/09/2021
O impulsionamento da internet na sociedade contribuiu na facilidade comunicativa entre os cidadãos dentro das redes sociais. Diante dessa evolução tecnológica, a alta velocidade comunicativa colabora com a disseminação de dados entre os brasileiros. Entretanto, na era da informação o que se torna mais relevante são as “Fake News” diante das extensas notícias, devido à ausência de ferramentas para validação e verificação da informação e a ineficiência do Estado na gestão da educação digital.
Em primeira análise, o jornal Folha de São Paulo apresentou que cerca de 75% dos brasileiros acessam plataformas de notícias falsas e que 50% das informações tem caráter manipulatório. Nesse sentido, a enorme diversidade comunicativa dentro do meio virtual torna um ambiente de difícil monitoramento, pela criação de páginas nas redes socais e o alto incentivo no compartilhamento fundamentado na manipulação do público consumidor. Dessa forma, o baixo incentivo na verificação da informação é excluído dentro cenário de fluidez digital e, por isso, resulta na invalidação das ferramentas de validação pela saturação e a tecnológica ultrapassada adota dentro desse novo cenário.
Em segunda análise, o psicólogo Carlos Tavares no documentário “a bolha informativa”, na plataforma da Prime Vídeo, mostra a baixa educação digital que promove a segregação informacional. Nesse documentário, apresenta-se a falta de uma educação virtual sobre a falsificação de reportagens e seus riscos dentro da sociedade, tendo principalmente, a alienação informacional o maior risco dento da comunicação por gerar um cenário idealizado aos seus leitores. Assim, estabelecido pelo sociólogos Adorno e Horkheimer na indústria cultura o conceito sobre a massificação o que reflete na padronização e a desvalorização da diversidade em prol de crescimento do cenário mercadológico. Logo, a falta da educação digital transforma os cidadãos alienados e desinformados da realidade brasileiro, com isso, perdendo o senso crítico e informativo pela manipulação lamentável da informação.
Portanto, frente a esse cenário de desinformação e relativização da verdade, é urgente a atuação dos órgãos públicos para mitigar esse abandono educacional. Nessa perspectiva, cabe ao Estado implementar projetos educativos no meio digital, por meio de parceiras com as revistas, jornais e redes socias - utilizando a tecnológica para desenvolver cidadãos com senso crítico fundamentado no conhecimento - e com isso, verificar as informações com a ferramenta “É verdade e não opinião”, o qual existe na verificação e na validação dos órgãos comunicativos e o público consumidor. Por fim, tendo a redução das “Fake News” e utilização da velocidade em benefício do desenvolvimento social.