Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/10/2021
“Uma mentida dita mil vezes torna-se verdade.” A afirmação do Ministro da Propaganda Nazista, Joseph Goebbels, resume a função das notícias falsas, que é a de repercutir muitas vezes a fim de se parecer verídica. Sob esse viés, é válido ressaltar a importância do combate à disseminação de “fake news”. Isso porque, ao fazerem uso da relativização da verdade, manipulam o comportamento do indivíduo causando efeitos devastadores na sociedade.
A priori, é preciso referenciar a utilização do sofismo como estratégia principal para a propagação de inverdades. Ou seja, da mesma forma que os filósofos sofistas gregos relativizavam a verdade com o objetivo de convencer os cidadãos atenienses na política, os criadores de notícias falsas fazem uso do mesmo artifício em prol de determinado objetivo. Logo, faz-se importante a discussão crítica sobre as “reportagens” enganosas, uma vez que não se tratam apenas de mentiras despretensiosas, mas sim de falácias que visam a manipulação da opinião pública.
Desse modo, as consequências, no meio social, da propagação de informações mentirosas são catastróficas. Nesse contexto, com um tipo de exemplificar tal afirmativa, pode-se citar a desacreditação à vacina durante uma pandemia do Coronavírus. Pois, ao por em dúvida a eficácia do imunizante e a sua segurança, essas afirmações colocam em risco a efetivação da política pública, podendo levar, em alguns casos, até a morte. Ademais, a veiculação de afirmações enganosas nas redes sociais pode difamar diversas figuras públicas, além de interferir na política nacional, colocando em risco a democracia brasileira. Destarte, é imprescindível a resolução dessa patologia social.
Portanto, é necessário impedir que as “fake news” sejam disseminadas na sociedade. Com esse intuito, é necessário que as plataformas digitais e o governo federal se unam com a meta de impedir a divulgação de informações falsas. Essa ação pode ser realizada por meio do financiamento dos agentes supracitados para a criação de algoritmos capazes de identificá-las, esse recurso seria capaz de apagar as notícias comprovadamente falsas e os perfis que as veiculassem, além de incentivarem os usuários a checar as fontes delas. Para que, o mais rápido possível, a mentira não seja repercutida várias vezes, e caso contrário, não tome, nunca, o lugar da verdade, pois esta é inquestionável, não passiva de relativização.