Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2021

Após a Revolução Técnico-Científico-Informacional, do século XX, as informações passaram a ser difundidas de forma mais rápida. Esse é um fator positivo, entretanto, os negativos têm causados muitos problemas. Sob essa ótica, a falta de senso crítico da população, bem como a busca por curtidas e compartilhamentos são agentes preponderantes para o desequilíbrio social.

A princípio, é fundamental ressaltar a falta de educação virtual dos cidadãos e seus inúmeros prejuízos. Exemplo disso foi o fato ocorrido em Guarujá, São Paulo, em 2014, onde uma mulher foi espancada até a morte por ter fotos divulgadas e associadas falsamente a magia negra com crianças. Percebe-se, nesse viés, que os compartilhamentos são feitos sem senso crítico, por conseguinte, as agressões não ficam apenas nas redes sociais, mas saem das telas e se tornam físicas. Dessa forma, acessar a internet sem o uso da auto crítica pode acarretar em problemas irreversíveis.

Ademais, convém frisar os movimentos surgidos com o uso das redes sociais, associando com a facilidade de alcance, independente da veracidade. De acordo com a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, a divulgação e acesso à informação é garantido por todos. No entanto, muitas pessoas começas a difundir inverdades, prejudicando todo o corpo social. Prova disso é o movimento antivacinas, que adere a não vacinação, e publica que essas podem causar outras doenças e não são necessárias em indivíduos saudáveis. Consequentemente, alguns cidadãos acreditam nessas inverdades, e algumas doenças erradicadas voltam a aparecer no Brasil, como a varíola, rubéola e sarampo.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses no cenário brasileiro. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação, com instância máxima da esfera educacional, inserir na grade curricular aulas voltadas ao uso das redes de computadores, evidenciando os benefícios e malefícios, além de melhorarem o uso do senso crítico, por meio de uma alteração na Base Nacional Comum Curricular. Por fim, faz-se necessário um filtro maior por parte dos sites e redes sociais na aceitação de quaisquer divulgações. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.