Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/10/2021
‘‘Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade’’. Análogo a citação do ministro da propaganda na Alemanha nazista, Joseph Goebbels, expõe-se o adverso cenário comunitário brasileiro, uma vez que os perigos das Fake News - propagação de notícias falsas - sobretudo nos meios digitais, dificultam a comodidade coletiva. Essa realidade é perceptível, em especial, pelo impedimento da garantia dos direitos constitucionais e a promoção da alienação social.
Em princípio, o óbice impede a garantia dos direitos jurídicos. Segundo o filósofo John Locke, o cidadão cede a sua liberdade ao Estado, que, em compensação, deve assegurar os seus direitos legais, tal como o acesso à informação, a qual está definido pela Constituição de 1988. Porém, consoante com a pesquisa da Universidade pública de São Paulo, 12 milhões de brasileiros propagam Fake News, na qual desfavorece a clara informação coletiva. Logo, além de prejudicar o bem-estar social, as notícias falsas são inconstitucionais.
Em segundo plano, as Fake News promovem a alienação pública. ‘‘As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha’’. Conforme o excerto do sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade brasileira sofre com ciladas sobre a correta informação, pois de acordo com o estudo da empresa global de cibersegurança Kaspersky, 62% dos brasileiros não sabem reconhecer notícias falsas, na qual acarreta a desinformação e alienação coletiva. Dessa forma, as Fake News são nocivas para a formação do senso crítico.
Destarte, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgão responsável pela garantia das normas constitucionais, combater a disseminação de Fake News. Nesse sentido, por meio do aporte financeiro pelo governo federal, com a promoção de campanhas socioeducativas, sobretudo os meiosmidiáticos, na qual esclareça a população dos perigos da divulgação de notícias falsas e de seus malefícios para a construção do senso crítico. A partir disso, possibilite que o corpo social brasileiro contrarie a concepção de Joseph Goebbels.