Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/10/2021

“Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”. A frase do político alemão Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha Nazista, é extremamente pertinente em relação ao debate sobre os perigos das “fake news” na era da informação. Nessa discussão, a circulação de notícias falsas, especialmente no contexto atual de rápido acesso ao conhecimento, constitui um óbice considerável para a convivência harmônica do tecido social, pois favorece a tomada de decisões erradas pelos cidadãos e dificulta a disseminação do que é realmente procedente.

Em primeira análise, tendo em vista o fato de que a informação é, primordialmente, o que orienta a ação, o consumo de conteúdo inválido está atrelado à inúmeros problemas sociais. Prova disso é que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, as “fake news” estão entre as principais responsáveis pelo insucesso das campanhas de vacinação da COVID-19 no Brasil, que teriam estabelecido a meta de 80% da população vacinada até o final de 2021 e estimam que só alcançarão a marca de 55%. Em espectro mais amplo, o compartilhamento contínuo de notícias falsas pode prejudicar a vida em sociedade de forma irremediável, uma vez que a orientação errônea recebida não permitirá que os indivíduos ajam com coerência e usufruam de uma vida exclusivamente regida pela verdade.

Ademais, a disseminação das informações improcedentes também dificulta veementemente o acesso ao conteúdo verificado e de qualidade. Nessa conjuntura, uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachussetts afirma que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido do que as verdadeiras e alcançam muito mais gente. Tal fato se justifica pelo seu tom geralmente alarmista e espalhafatoso. Dessa maneira, é factível postular que enquanto as “fake news” circulam, o conhecimento válido fica atenuado e isso pode gerar vários entraves para o corpo social nas mais diversas áreas, a exemplo da saúde,  política e economia. Em suma, a informação real precisa ser impulsionada e consumida pela população, o que possibilitará a tomada de decisões razoáveis e que beneficiarão toda a sociedade em detrimento do conteúdo inválido e ilusório.

Conclui-se, portanto, que os perigos das “fake news” na era da informação são reais e devem ser prontamente combatidos com o fito de estabelecer as melhores condições para a convivência social. Então, cabe ao Estado, por intermédio do Ministério da Educação, que é o responsável pela propagação do conhecimento elucidativo, a instituição de ações de estímulo ao instinto investigativo, por meio de palestras que versem sobre os entraves gerados pela informação infundada para propor uma busca atenta pela conteúdo válido. Assim, a sociedade será construída sobre uma base de ciência verdadeira e poderá lograr da verdade em todas as suas formas.