Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 16/10/2021
Na obra cinematográfica “Control Z” é exemplificada a influência que informações dispostas nas redes sociais exercem sob as pessoas, estas sendo verdadeiras ou não. Contudo, não destoante disso, na realidade contemporânea brasileira as notícias falsas dispostas nas redes sociais provocam o negacionismo cientifico que acarreta em impactos negativos na qualidade de vida populacional - principalmente no âmbito da saúde -. Os dois principais perigos do espalhamento de “Fake News” na era da informação são a divulgação de tratamentos de covid-19 ineficazes e a ampliação de movimentos anti-vacina.
Inicialmente, com a atual pandemia do Coronavírus surgiram muitas notícias e informações sem base científica, como remédios caseiros e industrializados que “curariam” as pessoas, além de métodos de produção de álcool caseiro com gel de cabelo. Embora o Ministério da Saúde e vários governos estaduais tenham criado sites próprios para ensinar sobre o combate ao Covid-19, a continuidade das “Fake News” atrasa as resoluções dos problemas mundiais desenvolvidas pelos estudos científicos, assim, segundo a Anvisa, a busca por Hidroxicloroquina aumentou em 55% com o início da pandemia, em 2020, mesmo com a comprovação de sua ineficácia.
Outrossim, a pesquisa prévia do ex-médico Andrew Wakefield que relacionou as vacinas com o desenvolvimento do autismo, no ano de 1998, foi o ponto de partida para diversos movimentos anti-vacina - cenário semelhante ao da “Revolta das vacinas” -, o que é um fato de que negacionismo científico prejudica a saúde humana. Ainda que já tenha sido comprovado que essa relação das vacinas com o autismo é falsa e existam diversas campanhas de vacinação, há pessoas que preferem negar a ciência e sua promoção de qualidade de vida melhor com o combate de várias doenças, o que resulta em eventos como a volta do sarampo - doença que tinha sido erradicada no Brasil -, em 2019.
Portanto, é de extrema importância, para aplacar o aumento da divulgação de métodos ineficazes de combate ao Covid-19, que o Ministério da Saúde promova mais campanhas e programas televisivos relacionados a esse, para esclarecer todas as informações falsas que circulam nas redes sociais sobre a doença. Também, para combater os movimentos anti-vacina, que o Estado através da ANCINE invista mais em séries televisivas que tragam relatos de profissionais e pessoas que tiveram sua saúde prejudicada pela falta de vacinação, para educar a população com as notícias verdadeiras baseadas em pesquisas cientificas. Dessa forma, o Brasil poderá abrandar os perigos na saúde da sociedade brasileira proporcionados pelas “Fake News” na atual era da informação.