Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/10/2021

Na obra do pensador Klaus Schwab, “4ª Revolução Industrial”, são retratadas as inovações advindas dessa etapa tecnológica, dentre elas, o rápido acesso às informações. Em analogia, deve-se analisar que a realidade brasileira dertupa essa evolução ao disseminar notícias falsas e ir de encontro a uma era que, embora cheia de conhecimentos, encontra-se desinformada diante dessa problemática. Desse modo, é válido discutir os impactos políticos e sanitários das “fake news” na contemporaneidade.

De início, deve-se ressaltar os perigos dessa prática ilegal no campo da política. Nesse viés, é mister rememorar o acontecimento histórico na época do governo de Getúlio Vargas, em que o presidente, com auxílio da imprensa, criou a especulação sobre a ameaça comunista, “fake news” então publicada com o intuito de promover o apoio da população à instauração do Estado Novo. Não distante do raciocínio, percebe-se que, através da manipulação ideológica, sustentada por uma fonte que os brasileiros confiavam -a imprensa-, votações políticas ocorreram de maneira desonesta. Em consonância, em frente às redes sociais, as quais potencializam o compartilhamento dessas matérias, já que a população não encontra-se educada digitalmente para evitar sua propagação, a era da informação cria um paradoxo ao contribuir com a desinformação dos indivíduos. Assim, é importante sanar as falhas no campo educacional, com vistas a atenuar esse problema.

Além disso, é importante constatar que impactos sanitários também são consequência das notícias falsas. Nessa perspectiva, pode-se citar o aumento do uso do termo, tratamento precoce, no vocabulário dos brasileiros na pandemia, visto que, por causa de autoridades médicas e políticas, foram noticiadas “fake news” a respeito de medicamentos não comprovados cientificamente. Em consequência, é notório que, com o uso desses tratamentos contra indicados, a população encontra-se alienada ideologicamente, em decorrência de boatos irreais, já que o Governo, ao não impedir a disseminação dessas matérias, as quais atingem o direito constitucional de saúde plena, potencializa a propagação das mesmas, deixando à margem a dignidade de acesso a informações verdadeiras.

Portanto, a fim de mitigar os perigos dessa problemática nos campos político e sanitário, medidas devem ser tomadas. Para tal, as escolas, como influenciadoras da mentalidade social, através da implementação da Educação Digital em todas séries, deve orientar crianças e jovens nas redes sociais e televisão, com vistas evitar cidadãos manipulados ideologicamente. Além disso, é papel do Ministério da Cidadania, como um dos membros do Estado, por intermédio de propagandas nos meios televisivos e impressos, garantir que noticias falsas não cheguem para o país, para que o governo não contribua mais com esse problema e, assim, a saúde da população se efetive como plena.