Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/10/2021

A informação se tornou cada vez mais próxima da população, todavia, estranhamente, o que deveria ser algo bom, tem demonstrando uma face perversa chamada “Fake News”, que nada mais é que o compartilhamento de notícias falsas. Diante disto, o Estado brasileiro compreendendo os prejuízos que a circulação de informações inverídicas pode causar, combate tal crime em seu artigo 41 da Lei das Contravenções Penais. Assim, necessário compreender a alienação existente na sociedade pela “aceitação” dessas notícias, além do efeito de risco irreparável de tal passividade.

Em primeiro ponto, observa-se uma quebra social e intelectual ao confiar em fontes de notícias sem qualquer análise crítica. Isto é, a sociedade de fato se torna cada vez mais líquida e superficial como observado pelo filosofo Zygmunt Bouman, assim, aceita cada vêz mais a informaçõa rasteira, pensada por outro como verdade absoluta, conforme ideia defendida pelo jornalista Leandro Sakamoto. Desta maneira, na busca por estar sempre com acesso a tudo, na busca pela performace, ignoram-se os pontos de curiosidade e investigação, típicos do homo sapiens sapiens, aceitando tudo que há no meio como verdade, gerando uma alienação generalizada, capaz de por em risco o seguimento saudável humano pela redução do uso da habilitade de reflexão.

Neste sentido, como efeito da “aceitação” de informações sem análise crítica pelo receptor vários efeitos podem ser percebidos. Deste modo, desde a indignação política, a exemplo da dos caminhoneiros da greve de 2021 após descobrirem que era uma Fake News a notícia de Estado de Sítio no Brasil, como a morte de pessoas, como da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada e assassinada por moradoes, após boato de envolvimento com magia negra, e ainda o aumento da população com ficha criminal, afinal, criar ou divulgar tais informações é crime pelo Código Penal. Assim, riscos aos que aceitam e aos que circulam notícias sem fontes, gerando um ciclo de erros.

Portanto, é um retrocesso a sociedade atual conviver com o risco de notícias falsas, especialmente na era da informação. Desta maneira, o Governo Federal e Estadual, devem por meio das Universidade e ensino médio das Escolas, implementar na grade estudantil aulas para discutir pensadores como Bouman, Sakamoto, Byung-chul Han, Michael Foucault, sob a perspectiva de como a sociedade se comporta com relação as informações, com o fito de romper com a passividade na aceitação destas Fake News, potencializando a reflexão humana e aprofundamento dos conhecimentos. Além disso, para combater o problema dos efeitos da circulação de notícias falsas, deve ser divulgado diáriamente na televisão aberta, dentro dos horários nobres, o portal do Conselho Nacional de Justiça que recebe denúncias e indica quais notícias são sem fonte, para assim, a sociedade continuar a progredir.