Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/10/2021
Por meio das mídias sociais, os internautas têm a possibilidade de mobilizar uma sociedade através de protestos e manifestações, como ocorreu após a publicação de um vídeo que exibe atos de racismo contra o afro-americano George Floyd, de modo que a partir da repercussão do caso nas redes sociais, foi dada continuidade à investigação. Embora a internet seja aproveitada de forma positiva para expor injustiças, como a de Floyd, também há o lado negativo da era da informação, que pode ocorrer através da disseminação de Fake News, como ocorreu com a brasileira Fabiane Maria de Jesus, vítima fatal de boatos gerados pela internet. Portanto, faz-se necessário o debate acerca da problemática do espalhamento de informações falsas, para que essa seja combatida.
Em primeira análise, a popularização e o acesso facilitado das redes sociais normais uma maior propagação de Fake News, acarretando a legitimação da violência e o linchamento de inocentes. Assim, com facilidade de compra de celulares, acesso principal à rede no Brasil, segundo dados do IBGE, e o excesso de informações disponíveis, o fluxo de notícias falsas se tornado mais comum pela falta de senso crítico na leitura. Outrossim, ainda que hajam agências brasileiras elevada com um padrão de fornecer meios para a checagem da veracidade de informações, sendo elas “Lupa e” Aos Fatos “, 62% dos brasileiros entrevistados, pelo Instituto Mundial de Pesquisa, admitiram ter acreditado em notícias falsas , devido à falta de checagem dos fatos. Sendo assim,
Nesse enfoque, é imprescindível destacar como risco da propagação de Fake News o movimento antivacina, em que, durante a crise sanitária global da Covid-19, uma população contrária à imunização aproveitou para promover esse tipo de resistência, no Brasil, por exemplo, sete a cada dez brasileiros acreditaram em notícias falsas sobre a vacinação. De maneira que, a disseminação de informações falsas, torna-se extremamente perigosa em épocas de surtos e epidemias, devido à diminuição do número de pessoas imunizadas, de maneira que uma das consequências da propagação dessas falsas notícias foi o crescimento alarmante no número de casos de sarampo no Brasil, em 2018, o que acarretou numa campanha intensa realizada pelo Ministério da Saúde.
Evidencia-se, portanto, a necessidade urgente do combate à divulgação de notícias falsas. Para isso, é preciso que o Governo Federal, por intermédio de um Decreto Federativo, crie um Programa Nacional contra as Notícias Falsas, o qual tenha intuito de informar a população brasileira, nas escolas e em palestras, sobre a importância de pesquisar a veracidade das informações, em sites seguros como as agências “Lupa” e “Aos Fatos”, antes de compartilhar nas mídias sociais. Afim de que casos como da Fabiane Maria de Jesus não aconteçam novamente.