Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/10/2021

Invenção norte-americana da década de 1950, a internet surgiu em laboratórios para passar informações científicas da época. Assim, embora a utilização dessa ferramenta como instrumento de trabalho e estudo -impulsionadas após a Guerra Fria- nas últimas décadas tenha crescido consideravelmente, a propagação de Fake News também cresceu, trazendo dois grandes perigos nessa era da informação: acreditar em notícias fraudulentas e prejudicar socialmente indivíduos pelo compartilhamento dessas informações falsas.

Em primeira análise, afirma-se que a divulgação de Fake News faz parcela da sociedade aceitar -normalmente por fragilidade educativa- informações, muitas vezes, prejudiciais ao próprio corpo social, constituindo-se como um perigo a ser combatido. Consoante o filósofo francês Michael Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de poder e coersão, os quais aumentam a subordinação. Nessa perspectiva, pode-se fazer uma alusão ao atual cenário brasileiro, à medida que os veículos de informação detém o poder de informar o receptor sobre os acontecimentos da sociedade, sendo essa subordinada àqueles, pois está sujeita a receber fake news e, consequentemente, acreditá-las com facilidade. Esse fato é ultrajante e de extrema preocupação, haja vista que os meios de comunicação, principalmente os que são on-line, não possuem filtro de informações, perpetuando a divulgação de falácias e aumentando o números de adeptos a pensamentos errôneos.

Outrossim, é importante ressaltar o perigo que a propagação de Fake News traz ao possuir o poder de afetar social e moralmente um indivíduo que é alvo de notícias falsas. Segundo a “Teoria das Janelas Quebradas”, de autoria do cientista político James Q. Wilson, o “mal”, em forma de violência, é de fácil dispersão, ou seja, a partir do momento que aspectos da sociedade já foram violados, o corpo social passa a não dar mais importância à regra que foi quebrada e anula para si a importância dessa norma. Nesse sentido, pode-se fazer uma analogia ao quadro brasileiro dos dias de hoje, ao passo que o número de Fake News cresce de maneira desenfreada nos últimos anos, trazendo como consequência a difamação de determinados indivíduos, afetando-o socialmente e se estabelecendo como um nefasto perigo da divulgação de informações falsas nas mídias de comunicação.

Portanto, é evidente que medidas são necessárias para a diminuição dos perigos nessa era da informação. O Ministério da Cidadania deve combater as Fake News, por meio de campanhas nos principais meios de comunicação do país, as quais conscietizarão o corpo social dos impactos que a divulgação de informações falsas pode acarretar para os grupos que adotam dogmas prejudiciais à sociedade e para  os alvos dessas notícias, a fim de que o índice de falásias divulgadas diminua.