Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2021
Um eu lírico anunciando o desejo coletivo de ter “voz ativa” diante das mazelas que atingem o Brasil de 1968. É isso o que se vê na canção “Roda viva” do compositor Chico Buarque. Contudo, na realidade atual do país, pontua-se que tal anseio vem sendo gradativamente reduzido em parte da população, o que tem permitido os existentes perigos das Fakes News na era da informação. Nesse prisma, é importante analisar essa questão no Brasil.
De antemão, nota-se que esses perigos das Fakes News são reflexo da negligência governamental. Isso porque há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta informar sobre o caráter criminoso das mentiras e difamações vinculadas pelas indústrias que “caçam” cliques a qualquer custo na internet, o que prejudica a consolidação do direito á informação. Sendo assim, constata-se a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo John Locke, visto que o Poder Público não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos.
Além disso, pontua-se a falta de mobilização para se atingir, realmente, uma sociedade sem os riscos derivados da propagação de notícias falsas. Como prova, verifica-se a inércia de parte da população em não lutar por investimento financeiro estatal, posto que faltam verbas para oferecer educação digital nas escolas, comprometendo, assim, a promoção do uso democrático da internet. Essa problemática pode ser compreendida de acordo com os estudos do sociólogo Zygment Bauman, visto que, segundo ele, devido ao pessimismo da modernidade, as pessoas passaram a aceitar quadros negativos.
Ressalta-se, em suma, que os perigos das Fake News devem ser superados. Logo, é necessário que o Estado assegure a conscientização social, priorizando projetos educativos com especialistas da área jurídica, realizados através da internet, com o objetivo de erradicar a disseminação de mentiras e promover a consolidação do direito á informação. Além disso, é fundamental sensibilizar a população, por meio de campanhas midiáticas em canais abertos de televisão, produzidas por ONGs, sobre a importância da mobilização coletiva em prol de verbas estatais, a fim de assegurar o acesso á educação digital. Desse modo, a ausência de otimismo poderia ficar restrita ao eu lírico da canção “Roda viva”.