Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2021
Durante o governo de Getúlio Vargas, foi elaborado o plano “COHEN” na intenção de prolongar a estádia do presidente em seu cargo executivo. Esse planejamento consistia em alarmar a população às ameaças comunistas, utilizando de Fake News para o progresso do caos. Apesar de tratar-se de um fato ocorrido a quase um século, as notícias falsas ainda estão presentes no cotidiano brasileiro e com crescimento exponencial, proporcional aos incrementos tecnológicos da sociedade, que fomentam a superficialidade das informações, e à falta de investimentos públicos para educar a população.
Em primeira análise, é nítido o envolvimento direto da era industrial-informacional com a disseminação de Fake News. Desde meados do século XVIII, quando inicia-se esse período, as conexões interpessoais tendem a superficialidade e transladam esse fator para outras camadas sociais, como o meio informacional, sobretudo, atualmente, as redes sociais. Sendo assim, a estigmatização do curtir e compartilhar sem sequer ler as notícias por completo - que por sua vez, tentam chamar atenção com um título provocativo de leitura - traz problemas cada vez mais sérios para as pessoas. Como exemplo desse ambiente caótico provocado pelas notícias falsas nesse âmbito, ocorreu o caso do homicídio da Fabiane Maria, brasileira, apontada equivocadamente nas redes sociais como uma “bruxa” que açoitava crianças. Esse, dentre outros exemplos, transparece os perigos das Fake News.
Em segunda análise, o País não tem uma política pública eficiente com a intenção de educar a população para que não ocorram casos como o de Fabiane. De acordo com Paulo Freire, pensador brasileiro, a maneira mais eficiente de mudar o comportamento humano acerca de algum problema é sempre pela educação. A falta dessa acarreta uma má investigação da população sobre as notícias veiculadas e aumenta os perigos das publicações. Além dos adultos já inseridos no sistema de Fake News, é preciso educar as crianças e os jovens, público mais inserido nos canais midiáticos, para dis-sociar notícias verdadeiras e falsas desde já, a fim de reduzir as aflições causadas pela problemática.
Portanto, para reduzir os perigos das Fake News na era informacional, é necessário o investimento governamental para o cumprimento da ordem social, prevista pela Constituição Nacional, no que tange ao compartilhamento de notícias falsas na rede mundial de computadores. Nessa política pública, o Ministério da Tecnologia deve contratar profissionais especializados para planejamento de softwares capazes de interceptar notícias falsas antes do seu descontrole nas redes, para assim manter a paz dos inocentes vítimas desse crime. Além disso, cabe ao Ministério da Educação a promoção de palestras nas escolas nacionais sobre a identificação da confiabilidade das notícias, fomentando nos alunos uma construção social cidadã, para assim reduzir a difamação provocada pelas Fake News na sociedade.