Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/10/2021

Durante a segunda Guerra Mundial, Adolf Hittler utilizava a prática da Fake News para promover sua imagem. Na contemporaneidade, ainda que a população consiga mais facilmente acesso à informação, tal artifício desfrutado por Hitler ainda é uma problema para a sociedade, uma vez que distorce informações verdadeiras e promove situações perigosas com efeitos muitas vezes irreparáveis. Dessa forma, não apenas a falta de mecanismos para bloquear notícias falsas nas redes sociais mas também a propagação de tais inverdades pela mídia intensificam o perigo decorrente de veiculação de Fake News.

Precipuamente, é notório que a ausência de um sistema para  detectar e bloquear notícias falsas contribui para um cenário perigoso mesmo na era informacional. Isso ocorre, pois as informações são compartilhadas rápido demais, por meio de redes sociais como WhatsApp, Instragram, e essa rapidez acaba sendo ultilizada por mal feitores como arma fácil para circulção de mentiras, já que tais plataformas não possuem um sistema efetivo no combate à Fake News, o que  resulta em perigo para a população. Nesse sentindo, um exemplo disso, foi um caso divulgado no portal de notícias G1, no qual uma mulher foi linchada e assassinada por vizinhos no interior de São Paulo, após sua “amiga” espalhar falsos boatos na internet de que a vítima matava crianças em rituais. Assim, está claro que a inexistência de ações que combata radicalmente as Fake News nas redes sociais dificulta a erradicação dessa prática bem como coloca em risco a vida, a dignidade e torna a era da informação perigosa.

Ademais, a propagação de Fake News na mídia também ajuda a causar situações nas quais vidas de pessoas correm perigo. Como exemplo, tem-se dicas de remédios proibidos para emagrecer, remédio milagroso para calvice, várias notícias nesse sentido, que visam o lucro das empresas e que colocam em risco a saúde das pessoas -já que envolvem remédios sem precedentes médicos-. Nesse contexto, está evidente a necessidade do meio midiático veicular apenas notícias verídicas e em caso de medicamentos, apenas aqueles com pesquisa científica privando tal eficácia, pois, ainda que estejam rodeados se informações, muitas pessoas não investigam a fundo a veracidade das notícias.

É mister, portanto, que os perigos das Fakes News na era da informação sejam sanados. Para isso, o Ministérios da Justiça deve reforçar a lei, por meio de multas ou prisão -dependendo dos danos cusados pela falsa notícia-, para plataformas que não efetivarem um sistema de identificação e banimento de Fakes News e seus propagadores, e para o meio midiático que divulgar notícia mentirosa ou sem precedentes médicos, afim de reduzir a propagação de notícias falsas nas redes sociais e na mídia. Somente assim, a era da informação será produtiva e não perigosa.