Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/10/2021
Para Joseph Goebbles, “Uma mentira contada mil vezes, torna-se verdade”, foi com esse pensamento que o ministro da Propaganda nazista induziu a população alemã a aceitar as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial. Diante disso, é notório a profunda destruíção passível da disseminação das notícias falsas. A partir disso, faz-sem imperioso analisar os perigos desse fenômeno a população e a democracia.
Vale pontuar, como fator primordial, que a rapidez exigida pela modernidade, o instantâneo acesso às notícias e às informações, corroborou para o processo chamado “Terceirização da interpretação da realidade”. Segundo Leonardo Sakamoto, jornalista criador desse termo, os indíviduos da era da informação se tornaram acríticos e engarregaram aos grandes meios midiáticos o controle de sua opinião. Isso ocorre porque, com a velocidade das mudanças e a correria do cotidiano, o cenário é mais propício para se abster de questões políticas, sociais, econômicas.
Ademais, evidentemente as “fake news” são utilizadas tanto para desmerecer alguém alguma ideia como para enaltecer e, por isso são perigosíssimos à democracia. Prova disso é a pesquisa da Agência Brasil, a qual revelou que as noticías falsas influenciaram as eleições de 2018. Pois, a população é alheia à própria situação e não recebe a orientação para verificar fontes e averiguar informações. Contudo, essa conjuntura está longe de acabar, devido aos grupos que estão no poder, justamente por terem manipulado o povo, não se interessarem em mudar essa condição.
É urgente, portanto, que a mídia socialmente engajada crie campanhas, as quais têm a função de educar a população acerca da importância de se manter informado e formar uma opinião, além de alertar sobre como garantir que a veracidade de uma notícia. Tal ação deve ser realizada por meio das mídias digitais, mais especificamente canais abertos de televisão e redes socias, a fim de assegurar o sistema democrático e a criticidade do povo brasileiro.