Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/10/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão os riscos das “Fakes News” na era da informação. Nesse viés, convêm analisar as principais causas da pós-verdade, haja vista que não só a inabilidade escolar, mas também a carência de leis corrobora tal mazela. Cabe de início, salientar que, a base educacional lacunar brasileira acirra o entrave. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna na educação. No que tange a difusão de notícias inautênticas, percebe-se a forte influencia dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão. Outrossim, cabe ressaltar que a ineficiência do legislativo contribui com a intensificação do impasse. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limitantes do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações da remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão das “Fakes News” no Brasil. Desse modo, os autores das noticias falsas saem impunes dos seus atos e continuam disseminando informações ilegítima. Urge, portanto, a essencialidade de medidas tangíveis que reduzam o déficit educacional nacional, e que erradiquem a insuficiência das leis. Para que isso ocorra, o MEC, juntamente com a mídia, devem desenvolver palestras em escolas, a serem web conferenciadas nas mídias desses órgãos, por meio de entrevistas com vitimas do problema e especialistas no assunto. Ademais, é fundamental, portanto, a criação de projetos de lei que contemplem a questão da criação de notícias falsas, pelas comissões da Câmera e do Senado, em parceria com consultas públicas. Tais consultas devem ser amplamente divulgadas nas redes sociais, para o público em geral ter acesso e se posicionar. Assim sendo, a pós-verdade ficará apenas nos livros de história, e não impregnada na sociedade brasileira.