Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/10/2021
A Revolta da Vacina, movimento popular ocorrido no primeiro período republicano brasileiro, fomentou a organização de resistência à adesão da campanha vacinal promovida por Oswaldo Cruz devido a disseminação de notícias falsas à população sobre tal ação do Estado, fato que evidenciou os riscos de tal prática na sociedade. Desse modo, no contexto contemporâneo, é visível que a deficiência na educação digital relativa à propagação de informações falaciosas e a ingerência governamental ao negligenciar a efetivação de soluções para mitigar tais ações são fatores determinantes dos perigos das Fake News na era da informação no Brasil.
Nessa perspectiva, cabe examinar a relação da deficiência na educação digital relativa à propagação de informes falaciosos com os perigos das Fake News na era da informação no Brasil. Sendo assim, a Modernidade Líquida, tese do filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman, afirma que, com as novas dinâmicas sociais, houve a fragilização dos vínculos societários, fato que facilitou, mediante ferramentas de mídia, a propagação de notícias falsas. Dessa maneira, a alienação social foi impulsionada nos veículos digitais, fator que ocasionou impactos na segurança dos usuários e na credibilidade de informações veiculadas na sociedade.
Ademais, convém examinar a influência da ingerência do Estado ao negligenciar a organização de soluções para a contenção de problemas associados à propagação de notícias falsas na era da informação. Destarte, o Contratualismo, corrente filosófica predominante do século XVIII, afirma que é dever governamental assegurar o bem-estar e o equilíbrio social em todas as esferas da sociedade a todos os cidadãos. Todavia, a omissão dos órgãos federais ao secundarizar a instituição efetiva de mecanismos que inibam ações criminosas relacionadas à divulgação de Fake News em ambiente digital rompe o contrato pré-estabelecido, o que propicia o estado de desordem e insegurança social nos meios informacionais virtuais.
Posto isso, cabe a intervenção do Estado para mediar soluções aos perigos das Fake News na era da informação no Brasil. Assim sendo, assiste ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Tecnologia, promover a realização de ações que consolidem a instrução e educação digital, mediante a efetivação de campanhas, realizadas em veículos de mídia, como as redes sociais, por exemplo, e aulas conjuntas entre as Ciências Humanas, em escolas. Nesse proceder, será viável chegar ao fito de conscientizar a sociedade acerca de como identificar notícias falsas, denunciá-las e, por fim, mitigar a insegurança e desinformação virtual. Assim, alcançando a participação governamental para findar os perigos das notícias falsas e cumprir o contrato estabelecido no meio social.