Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/10/2021
Divulgado em 1937, o Plano Cohen foi um documento que conteria informações sobre um projeto com o intuito de acabar com o governo do, então, presidente Getúlio Vargas. Apontado como uma farsa governamental, ele apenas serviu de justificativa para a instauração da ditadura do Estado Novo, que durou até 1945. Sendo assim, apesar de já terem passado-se vários anos, nota-se que ainda há a propagação constante de notícias falsas na sociedade e que, como consequência, geram perigos como: riscos à segurança dos indivíduos e a facilidade de serem confundidas com levantamentos verdadeiros.
Em primeira análise, destaca-se que a divulgação de infomações que não contêm apuração jornalística é extremamente perigosa, uma vez que pode afetar gravemente a vida de uma pessoa. No ano de 2014, uma mulher foi linchada até a morte por vizinhos no estado de São Paulo, por causa de uma história falsa que alegava que ela sequestrava crianças. Desta forma, é observado que as “Fake News”, além de prejudicar a reputação de um indivíduo, como no caso da mulher, visto que teve sua integridade questionada e manchada, também promove danos à segurança pessoal, dado que, desta maneira, fica suscetível à ataques de todos os tipos, como os verbais, físicos e aqueles feitos nas redes sociais do corpo social.
Segundamente, evidencia-se que as notícias falsas são regularmente confundidas informações verdadeiras. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Avaaz em 2020, 94% dos brasileiros entrevistados afirmaram que receberam pelo menos uma “Fake News” sobre a pandemia do coronavírus e 7 em cada 10 acreditou no conteúdo. Mostra-se, desse modo, a facilidade da propagação desses dados incorretos na sociedade e a sua adesão, visto que grande parte dos interrogados confiou neles, demonstrando, consequentemente, que o Brasil carece de pessoas que verificam os informes antes de repasá-los adiante. Assim, os indivíduos das terras tupiniquins age, nessa ocasião, como fortalecedor do processo de expansão dos levantamentos incorretos nas redes sociais, sendo necessário reveter essa situação.
Portanto, depreende-se a importância de extinguir as “Fake News” na sociedade dos dias de hoje. Para que isso ocorra, é necessário que o Estado, por intermédio do Poder Legislativo, órgão responsável por elaborar normas, busque diminiuir a circulação das notícias falsas nas redes sociais, por meio de leis que dificultem a sua propagação, a fim de os indivídos tenham suas reputações e sua segurança intactas. Ademais, o governo, através do Ministério da Educação, deve proporcionar palestras e debates nas instituições de ensino, com a finalidade de que todos possam distinguir dados incorretos dentre os verdadeiros e, assim, não cair em farsas como o Plano Cohen de 1937.