Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/10/2021
O filme “Privacidade Hackeada”, lançado em 2019, narra o escândalo da participação da Cambridge Analytica em mudança em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos, em 2016, que elegeu Donald Trump. Com isso, análogo ao filme, na sociedade contemporânea, cenas como essas vivenciadas rotineiramente, em que costuma usar redes sociais para se apropriar de dados e influenciar comportamento e voto. Nesse viés, é importante analisar o engajamento político e a disseminação de ódio causado pela propagação de notícias falsas.
Constata-se, um princípio, segundo Michael Foucault, filósofo, sobre a teoria da “docialização dos corpos”. Logo, para ele, existe um processo cultural de dominação da sociedade, no qual um indivíduo pode ser facilmente manipulado, administrado e tranformado ao gosto do mecanismo de poder. Sob essa ótica, o uso de notícias falsas se tornar uma estratégia política, em que esses usam do seu poder de discurso e saberes, impondo a outrem notícias falsas, a dominação social. Dessa forma, a porpagação de notícias falsas em âmbito com o engajamento político, provoca a desinformação e impulsiona o processo de manipulação social, no qual os políticos obtidos dessa ferramenta o controle de informações. Por conseguinte, o estudo da FGV concluiu que links com informações falsas ganham força em anos eleitorais, propagando a desinformação,
Faz-se mister, ainda, saliente que segundo Zygmunt Bauman, sociólogo, a tese da “modernidade líquida”. Em suma, para ele, os vínculos humanos têm uma chance de serem rompidos a qualquer momento, no qual enfraquece a solidariedade e estimula a desempatia. Nesse contexto, a propagação de fake news na sociedade, impondo o ódio, causa a não aceitação das diferenças, ou seja, a intolerância. Além disso, com a utilização das redes sociais, uma facilidade do impulsionamento desse comportamento se faz recorrente, sendo o foco em pessoas de diferentes crenças, origens, etnia, gênero, identidade, entre outros. Consequentemente, exibindo as relações “líquidas”, em que as notícias falsas divulgam a insensibilidade dos nossos clientes com outrem.
Infere-se, portanto, que uma notícia falsa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, atráves de ações com as escolas, promover palestras e informações sobre o combate a notícias falsas, descortinando o uso desse tipo de ferramenta, a fim de atenuar o engajemento dessas pessoas. Além disso, o poder midiático deve, por meio de propagandas, intensificar o conhecimento e denúncias de quem a disseminação de ódio através da notícia falsa, restringir esse comportameto de pessoas intolerantes. Assim poder-se-á transformar o Brasil em um país socialmente desenvolvido.