Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/10/2021

Desde o início da Terceira Revolução Industrial, os meios de comunicação vem se modernizando cada vez mais. Com o objetivo de facilitar a vida do indivíduo e diminuir as distâncias, plataformas de mensagens instantâneas foram criadas. Contudo, com essa praticidade, o conceito de fake news foi ganhando forma, a propagação de notícias falsas tem tomado grandes proporções e afeta diretamente na vida dos indivíduos, contribuindo com a descrença na ciência e até colocando vidas em risco.

À princípio, é válido ressaltar que segundo o ativista da paz Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Entretanto, visto que a educação é um dos pilares mais importantes de uma sociedade, o governo federal brasileiro vem falhando com esse meio, visto que os resultados são claramente refletidos no aumento do número de pessoas vinculadas à propagação de fake news e contribuindo com a descrença na ciência. Prova disso, no Brasil, indivíduos contrários ao uso de vacinas espalharam conteúdos falsos, alegando que as composições químicas das vacinas eram prejudiciais à população. Em consequência disso, houve um crescimento alarmante no número de casos de sarampo no país em 2018, que acarretou numa campanha intensa realizada pelo Ministério da Saúde para tentar reverter a situação.

Ademais, apesar de parecer inofensivo, o compartilhamento de informações fraudulentas tem grandes consequências. Após a Guerra fria, as relações interpessoais se tornaram cada vez mais fluindas, os laços são frágeis e a falta de empatia com o próximo contribui com a criação de fake news nas redes e afeta a vida de pessoas inocentes. Exemplo disso foi em 2014, a disseminação de uma notícia falsa provocou uma verdadeira tragédia. Na ocasião, uma mulher foi linchada até a morte por moradores da cidade de Guarujá, em São Paulo. Fabiane Maria de Jesus tinha 33 anos e foi confundida com uma suposta sequestradora de crianças, cujo retrato falado, que havia sido feito dois anos antes, estava circulando nas redes sociais.

Desse modo, tendo em vista os aspectos mencionados, o Ministério da Educação em parceria com as mídias sociais, através de verbas federais, deve promover campanhas em escolas e locais públicos sobre as consequências e como identificar fake news antes de compartilhar a notícia, afim de alertar a população sobre os riscos. Além disso, o Poder  Legislativo deve promulgar uma lei que responsabilize os criadores de informações falsas e aplicando suas devidas punições, para que assim o número de vítimas seja reduzido e uma sociedade mais justa seja alcançada.