Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/10/2021
A brincadeira “Telefone sem fio”, recorrente no dia a dia das crianças brasileiras, retrata como uma informação pode ser transmitida erroneamente devido ao problema de comunicação entre o emissor e receptor da mensagem. Ao transceder o universo infantil, empasses na comunicação são notórios e perigosos nas notícias repercutidas na internet, visto que as fake news propiciam a difamação de pessoas ou instituições, e contribuem com a distorção da realidade.
Em primeira análise, um dos perigos das fake news é a propiciação da difamação de pessoas ou instituições. Isso ocorre em função do caráter perigoso da mídia, que elabora as notícias tendenciosamente ao seu posicionamento ideológico, com o propósito de modelar a opinião da população aos seus próprios interesses. Nessa perspectiva, a imprensa atribue-se de mecanismos antiéticos, muitas vezes, com o objetivo de alcançar seus interesses culturais, não se importando que pessoas ou instituições possam ser prejudicadas pela circulação de notícias falsas e tedenciosas. Nesse viés, a obra de Maquiavel intitulada “O príncipe” apresenta a perspectiva política de manipulação e eticamente incorreta que o Estado, no controle do rei, pode agir no intuito de atingir sua meta. Desse modo, a imprensa, da mesma forma que o rei, conduz as notícias do modo que lhe convém, justificando o meio pelo fim; o que pode resultar no “cancelamento”, exclusão midiática, de pessoas e instituições.
Em outro parâmetro, a distorção da realidade é um dos perigos das fake news na era da informação. Isso se desenvolve, porque as notícias e conhecimentos são propagados sem viés científico ou fundamentos na realidade; isto é, não possuem fonte confiável de um especialista no assunto, ou provas do acontecimento. Nesse ínterim, parte da população, principalmente os menos escolarizados, finda por aceitar como verídico tudo o que vê na internet e transmite isso como algo urgente aos amigos e familiares. Posto a propagação da desinformação mascarada, a notícia publicada pela revista O Tempo, que retrata a circulação de um áudio em Belo Horizonte que informa mentiras sobre condições climáticas, evidencia as consequências das fake news: insegurança dos cidadãos, prevenção inadequada e propagação da desinformação.
Portanto, as fake news são perigosas, pois propiciam a difamação de pessoas ou instituições, e contribuem para a distorção da realidade. Assim, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, responsável por políticas educacionais, publicar diariamente em suas redes sociais e em rede aberta de televisão como identificar fake news e os perigos dela. Dessa maneira, essa ação deve ser realizada diariamente nos supracitados meios de comunicação no horário de maior tráfego de espectadores, a fim de que as fake news sejam descredibilizadas.