Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/10/2021

Durante a Segunda Guerra Mundial, o regime Nazista utilizou-se de notícias falsas para ascender ao poder e para controlar a aprovação da população à favor do governo totalitário. Análogo a isso, percebe-se que,hodiernamente,as chamadas “Fake News” acabam por influenciar,diretamente, o processo de formação de opinião do cidadão brasileiro,visto que,elas ao difamar candidatos políticos ou pessoas públicas interferem na credibilidade destes para com a população.Nesse sentido, é necessário compreender que a ausência de leis específicas para o combate dessas acabam por favorecer sua proliferação e,como consequência,elas podem influenciar ,especialmente, os processos eleitorais.

Em primeiro plano, deve-se entender que no Brasil não há nenhuma lei que punem aqueles que divulgam notícias falsas em massa.Sob essa óptica, vale a ressalva ao pensador espanhol George Santayana e sua célebre frase, “aqueles que anão conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, ou seja,segundo o filósofo, é necessário compreender os erros do passado e corrigi-los antes que eles voltem a ocorrer na sociedade hodierna. Nessa perspectiva, entende-se que a ausência de uma legislação que combata a propagação das “Fake News” é repetir o erro cometido pela população alemã durante os eventos pós Primeira Guerra Mundial, onde aceitou-se os boatos propagados pelo Nazistas e adotaram os como os únicos salvadores.Logo, conclui-se que a ausência de leis que punam aqueles que divulgam boatos e notícias falsas pode causar graves consequências sociais.

Outrossim, compreende-se que a propagação excessiva de relatos falsos de pessoas públicas e candidatos políticos influencia ,diretamente, o processo democrático de um país. Nesse contexto, vale ressaltar a pesquisa realizada pelo Ibope, Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, a qual afirma que 85% dos eleitores acreditam que as “Fake News” influenciam na escolha de candidatos. Diante dessa prerrogativa, entende-se que os propagadores dessas notícias ao difamar a imagem de candidatos a cargos públicos seja em âmbito federal,seja em âmbito municipal, ferem a credibilidade destes para com a população e ,assim, aumenta-se a probabilidade do concorrente da oposição vencer o pleito eleitoral. Então, constata-se que a difusão excessiva desses falsos relatos comprometem o processo democrático nacional.

Portanto, a fim de reduzir a influência das notícias falsas no processo eleitoral brasileiro, o Poder Legislativo, visto que é o responsável pela criação de normas que regem a sociedade em âmbito federal, deve garantir a legitimidade das eleições federais e municipais, por meio de novas leis que punam os propagadores desses relatos. Com isso, possa-se combater as “Fake News” e ,consequentemente, consiga-se garantir o exercício dos direitos políticos de maneira justa, segura e eficaz.

  1. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.”