Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/10/2021
O atual presidente da república Jair Bolsonaro, tentou sancionar uma lei em que as redes sociais não poderiam tirar as notícias falsas de circulação, e que para serem retiradas teria que haver o aval da Justiça. Isso, provavelmente, não daria certo, pois a Justiça brasileira muitas vezes não consegue suprir nem as demandas normais, e acabaria havendo uma circulação ainda maior de falsas notícias. Sendo assim, a disseminação de “Fake News” traz perigos na atualidade, já que pode ser usada como instrumento de manipulação política e para criar bolhas sócias.
A princípio, as Fake News podem ser usadas para a manipulação política, uma vez que durante períodos eleitorais há uma grande circulação de informações sobre os candidatos a cargos públicos. Dessa maneira, muitos podem criar notícias duvidosas para espalhar uma mentira que desestabilize o oponente. Segundo o jornalista Leonardo Sakamoto, nas redes sociais ocorre um fenômeno de “Terceirização da Interpretação da Realidade”, no qual muitos indivíduos, por desenformação ou por ignorância, absorvem tudo o que leem e repassam sem ter certeza se aquele fato é verdadeiro. Nesse sentido, ocorre que alguns políticos aproveitam-se disso para soltar uma Fake News, e esperam que os próprios eleitores disseminem a notícia falsa. Sob esse viés, percebe-se o quanto essa ferramenta pode ser usada como manipulação da massa, principalmente com os cidadãos menos escolarizados.
Paralelo a isso, ainda há outro mal causado pelas Fake News que são as bolhas sociais, elas são responsáveis pela polarização que divide a opinião das pessoas, seja relacionado a política ou a qualquer outro fato do dia a dia. De acordo com o documentário “O Dilema das Redes”, no qual mostra que as notícias falsas são criadas para serem irresistíveis e, dessa forma, o algoritmo tende a mostrar apenas coisas do interesse do usuário, fazendo com que ele ache que todos pensam igual a ele. Nessa perspectiva, as pessoas entram em uma bolha em que tudo se torna polarizado, naquele velho ditado popular “8 ou 80”, e acabam até por criar extremismos que são muitos prejudiciais para a vida dos cidadãos. Logo, percebe-se que as falsas notícias trazem ameaças para o cotidiano das pessoas.
Portanto, há perigos na circulação das Fake News na era da informação. Em razão disso, o Ministério da Educação, junto com as empresas donas de redes sociais, deve ensinar as pessoas a pesquisarem sobre as notícias que leem, e pode fazer isso por realizar palestras em instituições educacionais e empresas privadas, mostrando como devem agir ao receberem qualquer notícia, a fim de que aja a diminuição da circulação de Fake News, e como consequência, o fim da manipulação política. Além disso, as empresas de redes sociais deve programar os algoritmos para evitar o surgimento das bolhas sociais, para que pare de haver o fenômeno de polarização.