Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/10/2021

Na véspera do dia 7 de setembro de 2021, o atual Presidente da República Jair Bolsonaro assinou medidas que retiravam o direito das principais redes sociais de removerem fake news de suas páginas. Atos como esses evidenciam o aumento das notícias falsas no Brasil, que se disseminam e se tornam opiniões de pessoas desinformadas, principalmente por conta da falta de conhecimento por parte da população.

Em princípio, nos dias atuais, em que a tecnologia avança dia após dia e a informação chega em um piscar de olhos, o senso comum leva muitas pessoas a acreditarem em tudo o que leem na internet. Segundo o escritor José Saramago, o senso comum é um terreno que as pessoas se recusam a sair. Nesse sentido, a população ao invés de pesquisarem sobre a notícia lida, acabam simplesmente acreditando no que a grande maioria acredita,  aumentando as disseminações de fake news pelo país.

Além disso, convém ressaltar que as noticías falsas podem trazer consequências sérias para as vítimas. A cantora Luisa Sonza, que foi vítima de diversos ataques nas redes sociais por conta de uma fake news, revelou em seu perfil no twitter que desenvolveu depressão e ansiedade após as críticas recebidas. Casos como esses são comuns e acontecem, sobretudo, pela desinformação, que se deve em muitos casos pela falta de abordagem da temática nas escolas. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. Dessa forma, é imprescidível que se debata sobre o assunto nas instituições de ensino.

Em suma, faz-se necessário que o Ministério da Educação por meios midiáticos, através de propagandas nos principais canais televisos do país, conscientizem a população sobre a disseminação de notícias não verídicas. E ainda, leve palestras as escolas com profissionais da área para que os jovens aprendam a importância de verificar a procedência das informações recebidas e entendam as consequências que elas podem gerar. Somente assim, as fakes news não farão mais parte do dia a dia dos brasileiros na contemporaneidade.