Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 19/10/2021
O documentário ‘‘Fake News’’ retrata a saga de três jornalistas que viajam diversos países em busca de respostas para um fenômeno que tornou-se arma política e um ‘‘argumento’’ para acusar, disseminar mentiras e distorcer fatos sobre tudo aquilo que não agrada determinados grupos, partidos ou ideologias. Ao longo da reportagem, esses repórteres tentam explicar os motivos e razões para a proliferação de tantas notícias falsas que dominam a internet. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no longa pode ser relacionada àquela do século XXI: Os perigos das Fake News na era da informação.
Em primeiro lugar, acerca da lógica referente a disseminação de informações desleais, é válido ressaltar que a divulgação de Fake News cresce exponencialmente. Um caso que ficou conhecido foi o das eleições presidenciais dos Estados unidos, em 2016, onde uma agência de pesquisa da internet partiu do intuíto de divulgar notícias falsas durante o período eleitoral e segundo o G1, chegou a influenciar cerca de um terço da população americana, aumentando assim, o favoritismo de Donald Trump. Diante disso, fica claro que a internet tem grande poder de indução e a transmissão de inverdades.
Desse modo, também é válido destacar que essa problemática acarreta diversas consequências, entre elas pode-se citar como exemplo a formação de uma sociedade sem pensamento crítico, propensa a acreditar cegamente em figuras de autoridade, principamente religiosas e políticas. Segundo uma pesquisa realizada pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança, 62% dos brasileiros não conseguem identificar uma notícia falsa. Além disso, uma notícia falsa pode gerar graves consequências como agressões físicas e psicológicas contra pessoas inocentes. Ademais, acredita-se que essas consequências advém de um sistema falho de educação. A falta de entendimento básico de política, economia, sociedades e de como funcionam pode fazer com que vários de cidadãos apostem na veracidade de notícias falsas.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual para a conscientização da população brasileira acerca do problema. Para isso, é preciso que a escola, como formadora de senso crítico dos indíviduos, deve orientá-los a respeito da importância de pesquisar sobre as mais variadas informações e investigar suas fontes, impedindo que estes deem credibilidade a qualquer notícia. Além do mais, a população deve denunciar as informações fraudulentas difundidas por meio de comunicação para que, dessa forma, a Receita Federal as fiscalize, tendo como finalidade a extinção desse impasse.