Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 19/10/2021
No dia 1º de Abril de 1964 militares brasileiros tomaram o poder do Estado democrático alegando que o país estava sob uma ameaça socialista, a qual foi comprovada, posteriormente, que sequer era real. Tal momento da história em muito suscita uma necessária reflexão a respeito do perigo que declarações e notícias falsas trazem para a coletividade. A partir disso, cabe analisar as causas e consequências que compõe esse quadro desafiador, que deve ser desconstruído.
Para compreender esse debate, deve-se reconhecer a grande conectividade informacional como propulsora dessa nódoa. Decerto, em virtude de ferramentas como redes sociais e sites, as fake news tem o meio essencial para serem propagadas e atingir os usuários. Sob essa ótica, cabe citar a frase do célebre cientista alemão Albert Einstein: “Se tornou óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”. Dessa forma, corroborando a frase de Einstein, pode-se afirmar que embora a instantaneidade da informação seja essencial para o desenvolvimento, ela pode acarretar entraves como as fake news, as quais mascaram a ética humana.
Ademais, outro ponto preponderante nesse debate, é o fato de que as falsas notícias são um artifício para o controle populacional. Isso significa que grandes esferas de poder utilizam esse recurso para manipular o pensamento e criticidade do conjunto social. Essa crítica se coaduna com a reportagem feita pelo site G1, que afirma que as fake news tiveram um papel imprescindível para o resultado das eleições americanas em 2016. Assim, as alegações ilegítmas, além de uma afronta à integridade intelectual do sujeito, colaboram para mudanças bruscas no curso da história, como o anteriormente citado golpe militar e as eleições dos Estados Unidos.
Fica claro, portanto, que diante de tal cenário sejam elaboradas ações para a atenuação desse estorvo. Para tanto, urge que o Poder Legislativo elabore projetos que punam e investiguem compartilhadores de falsos casos, por meio de leis federais, com o fito de controlar a divulgação das fake news. Isso pode ser efetivado com o auxílio da polícia de crimes cibernéticos, a qual será responsável pela fiscalização e apuração dos casos. Espera-se assim que as justificativa inventadas em 1964 não se repitam na atualidade.