Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/11/2021

Durante a implantação do Estado Novo, no governo Vargas, o então presidente utilizou da falsificação de provas para embasar o Plano Cohen, que pregava uma iminente ameaça comunista no Brasil. Nesse sentido, a propagação de mentiras é persistente em diversos canais de comunicação, entre eles os meios digitais, devido à desinformação popular e a forma como essas notícias são construídas. Desta maneira, deve-se analisar os seus efeitos e buscar soluções consistentes para o bem coletivo.

Em primeiro plano, vale destacar o método usado para a construção das “fake news”. Em sua maioria, há um critério minuncioso para a formação dessas notícias, visto que são idealizadas para gerar impacto a ponto de serem compartilhadas de forma massiva. Tais inverdades contêm fotos, textos, trechos e dados, entretanto, desvinculados do seu contexto original, o que gera a sensação de veracidade ao leitor. A exemplo tem-se um episódio do programa Profissão Repórter, no qual mostra um jovem que ganha milhares de reais contruindo “fake news”, o que demonstra, além do critério, um mercado poderoso por trás dessa atitude.

Em segunda análise, a desinformação social sobre a disseminação de notícias falsas deve ser evidenciada. Grande parte dos civis não têm conhecimento sobre as consequências de compartilhar informações falsas, seja de forma física ou digital, o que colabora para uma propagação constante e veloz delas. Porém, o Código Penal Brasileiro prevê pena de detenção e multa para quem dissemina inverdades, a exemplo do caso da mulher que foi condenada ao propagar a notícia falsa de um veterinário que maltratava animais em sua clínica, o que confirma essa desinformação.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de informações concretas e seguras para a população. Sendo assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, deve rastrear os IPs de suspeitos que constroem “fake news”. Essas investigações ocorrerão por intermédio de sistemas operacionais e denúncias, a fim de possibilitar a punição os criminosos e reduzir o fluxo de inverdades nos meios digitais. Ademais, a mídia, em especial a TV aberta e as redes sociais, deve criar campanhas sobre os efeitos das “fake news”, por meio de exemplos do cotidiano, além das punições previstas, para fomentar a criticidade popular.