Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/11/2021
A constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5º o direito à liberdade de expressão como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, quando se observa a disseminação de Fake News em países democráticos, diante de tantas informações consumidas pelos cidadãos brasileiros todos os dias, a universalização desse direito social tão importante se torna mais problemático. A falha de caráter de alguns indivíduos se torna altamente prejudicial à sociedade, tanto por espalharem informações tão rápido que não há tempo de verificar cada uma, como por interferirem em decisões populares importantes, como votações e pesquisas públicas online.
Em primeira análise é evidente que com a globalização as notícias chegam em maior quantidade e com maior rapidez que antigamente. De acordo com Luís Fernando Veríssimo, “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”. Sob essa ótica, constata-se que ao serem lançadas muitas matérias ao longo do dia, é difícil de constatar a veracidade de todas. Dessa maneira é importante salientar que a normalização de anúncios falsos causa prejuízo à imagem de quem é afetado com mentiras e, consequentemente, gera uma sociedade desconfiada, onde ninguém sabe em quem acreditar.
Além disso, é válido destacar que a divulgação das ditas Fakes News em anos eleitorais pode colaborar com a interferência na decisão dos votos. Nessa perspectiva, segundo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Entretanto, ao se analisar a má fé na divulgação de notícias sobre candidatos à votos, é indiscutível que a democracia não é feita de forma desejável como deve ser na teoria, e sim é interferida pois as pessoas irão votar de forma tendenciosa e manipulada pelos meios de comunicação.
Fica evidente, portanto, que qualquer análise acerca da divulgação de Fake News trará prejuízos à sociedade. Nesse contexto, cabe ao Ministério das Comunicações, órgão responsável pelas telecomunicações, criar propagandas que incentivem os brasileiros a procurar as fontes de notícias duvidosas, além de destacar que a divulgação de notas falsas é crime, a fim de fazer acabar o consumo desses conteúdos e fazer com que eles se tornem cada vez menos comuns. Dessa maneira, os brasileiros verão o direito garantido pela constituição sendo feito de forma honesta