Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 10/11/2021
“Uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade”. A famosa frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha Nazista, traz à tona a discussão acerca do fenômeno da viralização das fake news. Nesse sentido, convém analisar os fatores que levam a propagação de mentiras e enumerar as consequências para a vida em sociedade.
Diante desse cenário é oportuno pontuar que o meio eletrônico possui íntima relação com o problema. Acerca disso, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso do corpo social. As autoridades, todavia, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte e, ainda, não direciona não um olhar ações que poderiam resolver a propagação de mentiras principalmente no meio eletrônico, respeito e complacência com as palavras usadas, são os melhores meios para reduzir essa cultura da viralização de fake news.
Denuncia-se, outrossim, o agravamento do impasse por parte da sociedade que ainda não tem consciência do poder de alcance de novas tecnologias ou da sua responsabilidade quando repassam notícias sem ao menos ter certeza de sua veracidade. Segundo o filósofo francês Jean Jacques Rosseau, “o homem nasce bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. Nessa lógica, como forma de beneficiar a si próprio ou um certo grupo, pessoas maldosas se sentem livres para produzir e espalhar certos tipos de notícias, geralmente com títulos bem chamativos para atrair a atenção das pessoas.
Em suma, observa-se a necessidade de atenuar os desafios a viralização das fake news. Logo faz-se necessário que as escolas desde cedo ensinem aos alunos a como diferenciar uma notícia verdadeira de uma falsa e como usar as informações obtidas para o conhecimento. Ademais, o Estado poderia incentivar a divulgação de conteúdos de como descobrir a falácia de uma notícia.