Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/11/2021

Na década de 1930, Getúlio Vargas junto ao exército, elaborou o Plano Cohen, um falso artigo com premissas de que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. Na contemporaneidade, contudo, ao observar os perigos das fake news na era da informação -ainda que seja uma questão de grande valor- percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relacionados a essa problemática, é importante analisar a negligência estatal e a importância do conhecimento.

A priori, vale ressaltar o Pacto Social do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis aos indivíduos, como à segurança. No entanto, é evidente que tal prerrogativa não se reverbera no país, dados da Folha de São Paulo, indicaram que nas eleições de 2018, 92% de cerca de 1900 eleitores do Bolsonaro entrevistados, disseram ter vistos fake news nas redes sociais, e desses, 72% afirmaram ter acreditado, tal dado escancara a fragilidade do país acerca desse âmbito, gerando desinformação e insegurança para a população. Assim, a ineficácia estatal fere os princípios propostos por Ralws e, ao mesmo tempo, dificulta a prevalência das informações verdadeiras no meio social.

Outrossim, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, elucida-se a necessidade do conhecimento nesse cenário, tal qual, saber distinguir notícias verdadeiras das falsas, é de grande importância. Entretanto, há ainda muitas pessoas que disseminam tais desinformações de maneira criminosa, com intuitos variados, seja para autopromoção, sujar a imagem de alguém, ou gerar pânico na sociedade. Desse modo, não é inesperado que o Brasil, -apesar de assegurar o direito à educação no artigo 6° da Constituição Federal de 1988- persista em não valorizar a ensinaça de modo benevolente.

Dessarte, fica evidente que nem todos tem acesso à segurança e ao conhecimento. Logo, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de projetos, elaborar penas cabíveis para quem disseminar notícias falsas de forma criminosa, e ao Ministério da Educação, pelas redes sociais, -instumento de ampla abrangência- promover campanhas sobre como diferenciar informações verídicas das falsas, com a finalidade de que as mesmas deixem de ser espalhadas na comunidade e os índices de disceminação seja atenuado. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se distanciará de acontecimentos semelhantes ao do Plano Cohen.