Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/11/2021

O “Mito da Caverna”, alegoria escrita por Platão, relata como os seres humanos se encontravam prisioneiros em uma caverna, em que estavam habituados a terem somente uma ilusão do que observassem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão dos perigos das notícias falsas pode ser bem representada por esse mito, visto que esse é um grave problema que vive às sombras da sociedade, uma vez que a ausência de informatividade e a falta de políticas publicas impulsionam o prevalecimento deste imbróglio.

Diante desse cenário, cabe ressaltar como a desinformação é um fator preponderante nesse aspecto. Sob essa lógica, o sociólogo Pierre Bourdieau afirma que “O que foi criado para ser instrumento de democracia, não pode ser convertido em mecanismo de opressão”. Nesse sentido, nota-se que a disseminação das “fake news” nos veículos midiáticos ocorre de maneira quase instantânea devido a facilidade de conexão. Desse modo, por uma ausência de educação digital, os indivíduos compartilham notícias sem verificar a veracidade dos fatos, contribuindo para a perpetuação desse crime. Logo, é inadmissível que este impasse permaneça na coletividade, visto que existem leis que visam combatê-lo.

Outrossim, outra causa para a configuração do óbice é a ineficácia de políticas públicas. Nessa perspectiva, o sociólogo Zygmunt Bauman vaticinou que o Estado está em crise. Por esse lado, para atender as demandas do capital, esse negligencia os ditames que são de sua responsabilidade. Nesse viés, a ausência de investimento no setor tecnológico e a falta de divulgação da lei que criminaliza a disseminação de notícias falsas amplia este empecilho, uma vez que, grande parte das pessoas, não entendem como as “fake news” podem impactar a estrutura social. Portanto, apesar dos avanços tecnológicos, infelizmente, ainda há uma deficiência informacional o que contribui com a persistência desse entrave.

Destarte, entende-se a necessidade de propor medidas capazes de atenuar esta problemática. Para tanto, o Estado, como ente provedor do bem-estar social, juntamente com as redes midiáticas, deve informar e conscientizar o coletivo acerca dos riscos existentes na propagação de fatos inverídicos e, além disso, precisam divulgar de maneira efetiva a lei existente contra as “fake news”, por meio de campanhas e propagandas nos meios sociais e televisivos, com o intuito de fazer com que a sociedade compreenda a gravidade do fato e denuncie este tipo de ação. Somente assim, o que foi preceituado por Bourdieau será cumprido.