Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 17/11/2021
Em 2018, o Instituto Mundial de Pesquisa (IPSO) divulgou um estudo intitulado “Notícias falsas, filtro de bolhas, pós-verdade e verdade”, que revelam dados importantes. De acordo com o levantamento, 62% dos entrevistados do Brasil admitiram ter acreditado em notícias falsas, valor acima da média mundial que é de 48%. Um outro estudo, consultado em junho de 2020, sobre o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters, mostrado que o WhatsApp é uma das principais redes sociais de discussão e troca de notícias no país, perdendo apenas para o Facebook. O levantamento apontou que 48% dos brasileiros que participaram da pesquisa usam o aplicativo como fonte de notícias.
Outrossim, as fake news crescem conforme o número de compartilhamentos, então é necessário repassar somente informações verídicas e sempre se questionar caso veja uma manchete duvidosa. Notícias falsas espalham-se rapidamente e apelam para o emocional do leitor, chamando atenção com títulos sensacionalistas e causando o consumo do material “noticioso” sem a confirmação da veracidade de seu conteúdo. Portanto, importante se chegar as informações veiculadas nas redes para que não se reproduza conteúdos sem veracidade, sem responsabilidade que causam uma série de problemas à sociedade, como por exemplo, que um certo remédio é a salvação para uma determinada doença, quando não verdade não existe comprovação científica para tanto.
Ademais, Uma das consequências da propagação dessas falsas informações foi o crescimento alarmante no número de casos de sarampo no Brasil, em 2018, o que acarretou numa campanha intensa realizada pelo Ministério da Saúde. A fim de combater as fake newsreferentes ao assunto, o órgão lançou propagandas e informativos de combate às falsas informações sobre vacinas em diferentes veículos de comunicação e nas redes sociais. Outro resultado da disseminação de tais notícias foi uma população desconfiada do sistema público de saúde e muitos outros órgãos que atendiam às campanhas de vacinação, além de uma considerável diminuição no número de pessoas imunizadas, algo extremamente perigoso em épocas de epidemias e surtos.
Portanto, em primeiro lugar, as Empresas brasileiras de Tecnologia da Informação e das mídias sociais de modo a garantir uma redução de propagação. Conferir as fontes, verificar onde está publicado a notícia, procurar mais informação sobre o site. Demais, a sociedade sempre verifica se a informação que recebeu é verdadeira, não compartilha notícias falsas, vVerifique a publicação de dados da notícia e relatado-se de que ela é recente, consulte os órgãos oficiais e se o fato é realmente possível.