Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/02/2022
Em 1889, surgiu um boato de que o imperador Dom Pedro II indicaria para primeiro ministro um inimigo do marechal Deodoro da Fonseca. Embora esse boato não fosse verdadeiro, um “fake news”, foi suficiente para o marechal trair o imperador e unir-se a aliados em favor da Proclamação da República. Hoje, notícias falsas continuam gerando consequências reais e são difíceis de serem combatidas devido a sua rápida circulação por meio da internet.
Um exemplo de “fake news” atual é que vacinas contra a COVID-19 causam danos a saúde. Nas redes sociais, notícias como essa são compartilhadas de diversas formas, seja citando alguém que morreu após ser vacinado, seja um texto de um suposto especialista ou até mesmo a foto de um jacaré com a alegação de que era um ser humano e foi transformado pela vacina. Infelizmente, essas “fake news” influenciam pessoas a não se vacinarem, prejudicando elas mesmas e o combate a pandemia como um todo.
Divulgar notícias falsas pode ser tipificado como crime. Esse foi o caso de um compartilhamento de fotos alteradas computacionalmente mostrando danos estruturais na ponte do Rio-Niterói. O crime foi enquadrado como provocar alarme produzindo pânico e está previsto na constituição. Por isso, deve-se ter cuidado com o que se compartilha na internet.
Para combater as “fake news” é necessário conferir se a fonte da notícia recebida é confiável e comparar o conteúdo da mesma com outras reportagens provenientes de meios de comunicação sérios. Na dúvida, não deve-se agir com base no boato, seja essa ação um compartilhamento ou um golpe de Estado.