Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/03/2022

No livro 1984, o estado totalitário que abrange o enredo usa informações falsas sobre si mesmo e os outros países para se legitimizar e controlar o povo. Este enredo demonstra o perigo que a desinformação pode possuir, possibilitando que a população siga idéias perigosas ou invalide a ciência. A era moderna, porém, magnificou tais características, pois o aumento do uso da internet possibilita que contingentes maiores de pessoas consumam as “fake news”, o que pode agravar as consequências deste perigo.

Sendo assim, a falta de conhecimento sobre informações, sejam elas científicas ou políticas, é o principal fator que aumenta a severidade das notícias falsas. Um sistema educacional falho, somado a falta de conhecimento obtido por meios de mídia, causa uma vulnerabilidade a informações alternativas, pois o indivíduo não possui o conhecimento para refutá-lo. Por causa disto, idéias como o movimento anti-vacina e teorias conspiratórias tendem a serem aceitos por pessoas com escolaridade mais baixa ou que não possuem uma base cultural forte o suficiente.

Por outro prisma, os meios digitais levaram ao aumento da escala e velocidade que as informações sejam divulgadas, possibilitando que dados inválidos alcance um numero cada vez maior de pessoas. Além disso, o advento das redes sociais possibilitou que grupos divulgem estas informações entre si. Por tais motivos, um usuário destas mídias pode ser constantemente exposto a desinformação, o que não só aumenta a sua alienação sobre o assunto, como também possibilita que ele divulgue tais dados para pessoas próximas, agravando o problema.

Sendo assim, é essencial que medidas sejam tomadas para evitar a proliferação destas notícias. Primeiramente, o Estado, por meio do Ministério da Educação - encarregado da ampliação do conhecimento- deve coordenar campanhas em escolas e meios de mídia com a função de divulgar dados e pesquisas sobre os assuntos mais abordados pelas “fake news”, a fim de diminuir a alienação da população. Em contrapartida, as redes sociais -ferramenta chave para a desinformação- têm a função de incentivar averiguadores para analisar e alertar sobre fontes falsas, assim alertando usuários sobre fontes questionáveis e possibilitando que o conhecimento retorne a ser valorizado.