Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 22/03/2022
A distopia cinematográfica “Não olhe para cima” monta um cenário intenso o qual uma cientista descobre que o mundo vai acabar, mas, ao alertar a população, recebe uma enxurrada de notícias falsas sendo propagadas. Nesse sentido, o filme é fidedigno ao retratar a realidade hodierna, já que a disseminação das chamadas “fake news” ocorre desenfreadamente e em qualquer circunstância. Portanto, é cristalino que essa problemática tem como raízes a infodemia e a mídia.
Primeiramente, é necessário conceituar a infodemia, a qual diz respeito à uma pandemia de informações, em que é difundida muita informação, no entanto, com pouquíssima qualidade. Com efeito, evidencia-se que a era digital possibilitou uma infinidade de oportunidades, entre elas a facilidade de se obter informação. Contu-do, esse fenômeno acarretou a possibilidade de espalhar notícias inverossímeis em meio a uma maré de conhecimento, com isso, pessoas de má-fé aproveitam-se da situação para conduzir a disseminação de conteúdo conforme seus interesses pes-soais.
Outrossim, Paul Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista, cos-tumava dizer que “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Nesse viés, é indubitável a importância midiática na exposição de informações, afinal, Goebbels foi responsável por justificar atrocidades e ainda obteve apoio social. Nesse aspec-to, as mídias hodiernas reorganizaram-se, de modo que as redes sociais desempe-nham um forte impacto como veículo de notícias, entretanto, sem corroborar de fato a obtenção de conteúdo, pois, nessas redes, veicula-se qualquer ideia, sem existir previamente uma confirmação dos fatos difundidos.
Destarte, são necessárias ações concretas para coibir a disseminação das “fa-ke news”. Desse modo, é dever do Ministério da Comunicação, em parceria com o da Educação, coibir essa prática, por meio de palestras as quais devem ocorrer em escolas e universidades públicas, ministradas por sociólogos. Além disso, essas pa-lestras devem ser divulgadas nas redes sociais, juntamente com uma campanha publicitária a qual peça aos cidadãos que verifiquem notícias. Desse forma, a socie-dade ficará mais alerta a respeito da problemática.