Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 13/04/2022
A era da des(informação)
A difusão de notícias falsas e outros métodos de desinformação foram práticas recorrentes durante a pandemia da SARS-COV-2. No Brasil, a baixa escolaridade e a descrença/desconfiança na Ciência contribuem para a adesão de muitos aos factóides, objetivo capitaneado por grupos políticos com interesses em manipular as massas.
O Brasil sempre foi um país de analfabetos já que nunca houve interesse das eleites patronais de promover uma educação emancipadora. Isso fez com que a leitura e a escrita (e, consequentemente, o senso crítico) se restringissem a uma parcela com acesso a escola, portanto, privilegiada. Tal fato torna possível compreender por que, ainda hoje, há uma adesão tão significativa de brasileiros a tratamentos precoces ineficazes (e perigosos!) e a “fake news” sobre vacinas, eficácia do isolamento social e uso de máscaras.
Se a propagação de mentiras e teorias da conspiração revelam um aprofunda crise da racionalidade, essa se deve à complexidade do mundo atual. O avanço tecnológico vertiginoso do século XXI implodiu as certezas, pois já não se é possível filtrar com exatidão todas as informações num mundo globalizado. Nada disso, contudo, é novo: a Revolta da Vacina de 1904 foi um exemplo de como a má comunicação , a mentira e o negacionismo promovem o medo e potencializam a irracionalidade. O resultado, como no passado, é trágico: a morte de milhares de pessoas.
Desinformar toda uma nação durante uma crise sanitária sem precedentes não é um ato toleravel, mas um crime que não deve sair impune. É preciso, portanto, não só ampliar o investimento em Saúde e Educação (para reforço do senso crítico), também que seja elaborado - por amplas instâncias representativas - uma regulamentação que impeça a fácil manipulação do povo brasileiro. Somente com investigação e punição dos “agentes do caos” (investidores e propagadores de mentiras), garantir-se-á um Brasil mais justo, democrático e segurado a todos os cidadãos.