Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 19/05/2022
Durante o governo Vargas, o Plano Cohen ganhou destaque em toda a sociedade, visto que era a estratégia do Estado para impedir uma iminente ameaça comunista no país e, para embasar esse plano, o governo falsificou documentos e fatos, a fim de convencer à população e ganhar o seu apoio. Nesse sentido, a disseminação de notícias inverídicas - conhecidas como “fake news” - tem ganhado repercussão, em especial nos meios digitais, devido a forma como são criadas e a falta de informação comunitária sobre elas. Logo, analisar tais problemas é necessário.
Em primeiro plano, vale destacar a forma como as “fake news” são criadas. Geralmente, essas notícias estão vinculadas a critérios minunciosos de construção, já que o objetivo delas é a disseminação massiva pelas mídias digitais. Dessa maneira, fotos, frases de especialistas e pesquisas tiradas de contexto, colaboram para uma imagem de uma notícia verdadeira ao leitor e o faz compartilhá-la quase imediatamente. A exemplo, tem-se um episódio do programa Profissão Repórter, em que mostra um jovem que recebe milhões por mês para criar “fake news”, o que mostra, além de uma seleção de informações, um mercado poderoso.
Outro fator a ser mencionado é a desinformação sobre o tema. Apesar do conhecimento sobre a existência das notícias falsas na internet, em grande parte, a sociedade desconhece sobre possíveis punições ao disseminar tais inverdades. Segundo o Código Penal brasileiro, divulgar ou compartilhar informações falsas, mesmo que em meio digital, prevê pena de multa e detenção. Porém, raramente se vê a sua aplicação, como no caso da mulher que foi condenada após compartilhar que um vizinho maltratava seu cachorro, em Juiz de Fora, quando ele estava o corrigindo por ter feito um estrago na parede, divulgado pelo site Itatiaia.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de divulgar a informação correta para a criticidade popular. Sendo assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, deve investigar possíveis criadores de “fake news”. Tal investigação ocorrerá por meio de denúncias anônimas e rastreamento em sites suspeitos, a fim de punir de forma correta esses criminosos, reduzir a veiculação desse tipo de informação e mostrar para a sociedade as consequências sobre os compartilhementos indevidos.