Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/06/2022
“Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorancia é força”. Estas são frases comumente lidas no livro 1984, no qual um regime ditatorial utiliza de informações falsas para manipular seus cidadãos. Análogo a isso, no Brasil, de modo lastimável, é comum a prática da divulgação das chamadas “fake news”, com intuito de manipular os indivíduos. Com isso em mente, é importante que as pessoas, desde cedo, sejam estimuladas a pesquisarem as fontes. Além disso, a disseminação delas torna-se um grande problema.
De início, convém destacar que a educação brasileira é insuficiente no quesito pensamento critico. Nesse sentido, convém citar a obra do filósofo frances Michel Focault, Vigiar e Punir. No livro, Focault faz uma análise precisa relacionando o modo como funcionam as escolas a presídios. No final, ele conclui que os dois são tão semelhantes que em ambos o cidadão é destinado a ser alienado. Com isso em mente, pode-se afirmar que devido ao jeito que as instituições de ensino funcionam, o indíviduo é condenado a alienação. Logo, torna-se viável impor que as pessoas que sofreram anos de alienação durante a aprendizagem são mais propensas a serem manipuladas por notícias falsas.
Além disso, vale enfatizar que a disseminação das notícias falsas é diretamente proporcional ao quanto a população acredita em um assunto. Nesse ponto, convém citar a frase do político alemão Joseph Goebbels, “uma mentira contada mil vezes passa a ser uma verdade”. Dessa forma, é essencial que políticas públicas sejam criadas para impedir a disseminação das “fake news”, visto que quando elas se espalham elas se tornam verdades. Isso torna-se pertinente em 1984, visto que o Grande Irmão - governante do pais em que se passa a obra - utiliza da mesma ideia, repetindo diversas mentirar até os cidadãos internalizarem elas.
Portanto, ficam claros os impactos causados pela disseminação de “fake news” na era da informação. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela execução da política nacional da educação - incentivar os jovens estudantes, por meio de palestras com profissionais, a desenvolverem o pensamento crítico. Em adição, é essencial que o Estado brasileiro, busque formas de diminuir a divulgação de “fake news”, atráves de parcerias com empresas de comunicações, como Facebook, Whatsapp e Twitter. Com essas medidas, as fake news serão menos comuns