Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/07/2022
A Quarta Revolução Industrial trouxe consigo a era da informação, o advento da Internet e a massificação de dispositivos eletrônicos. Contudo, ela também intensificou o processo das Fake News, termo usado para denominar notícias falsas. Essas mentiras apresentam perigos à sociedade, dentre eles a difamação pública e a disseminação de discursos de ódio. Logo, isso carece de um debate.
Com efeito, destaca-se a denegrição de pessoas publicamente. Sob esse viés, baseia-se em uma reportagem da Record de 2020, na qual o youtuber Maicon Küster foi erroneamente divulgado como um pedófilo. Isso é alarmante, pois colocou em risco não só a reputação, mas também a segurança do homem em questão, haja vista a relação de sua imagem pública a um crime hediondo. Ante o exposto, nota-se que as Fake News têm o potencial de propagar calúnias deveras nocivas a indivíduos específicos.
Outrossim, vale ressaltar a difusão de discursos de ódio. Nesse sentido, tem-se como fundamento o passado nazista, cujas propagandas veiculavam falsamente os judeus e outras minorias aos problemas econômicos da Alemanha. Consoante a história, as Fake News permitem a promoção de manifestações de raiva, dada a sua rápida propagação e seus títulos e mensagens de efeito que, com frequência, relacionam alguns grupos sociais a atos e características ruins. Por conseguinte, preconceitos tais quais o racismo, a homofobia e xenofobia são perpetuados na sociedade.
Portanto, é preciso solucionar o panorama em discussão. Para tanto, a fim de garantir informações confiáveis, cabe à mídia, a exemplo de redes sociais, televisão e rádio, verificar de forma minunciosa as notícias e boatos que se espalham nacionalmente, mediante a contratação de profissionais especializados que proporcionem a versão correta dos fatos, de modo a evitar difamações e discriminações. Destarte, a Quarta Revolução Industrial avançará mais um passo.