Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/07/2022
No livro “1984” George Orwell discorre sobre uma sociedade distópica, caracterizada pelo autoritarismo. No mundo ficcional, o controle estatal sobre a mídia é crucial para a continuidade do poder absoluto do Estado sobre uma população alienada. Saindo da ficção, a influência midiática é de extrema importância no Brasil e há uma grande preocupação com os riscos que as fake news trazem ao corpo social brasileiro. Com base nesse viés, a falta de educação digital representa uma ameaça à democracia.
Nesse sentido, Nelson Mandela acreditava que a educação é a arma que tem o poder de mudar o mundo. Entretanto, o pensamento do ativista africano entra em contradição com a realidade brasileira, já que não há ações estatais para educar o público com o objetivo de identificar notícias falsas. Além disso, em seu livro “O Leviatã” Thomas Hobbes afirma que é dever do Governo garantir meios que auxiliem o progresso comum. Dessa maneira, é perceptível que há uma lacuna na educação digital brasileira que tem o potencial de causar riscos à soberania popular e que deve ser resolvida pelo Poder Executivo.
Com efeito, a ineficiência da Administração Superior em promover educação tecnológica a seus cidadãos acarreta em danos à democracia, uma vez que o povo não tem o real conhecimento da índole dos candidatos a cargos públicos. Nessa perspectiva, a obra de George Orwell, “A revolução dos bichos”, retrata uma situação semelhante, na qual o líder dos animais, Napoleão, passa a disseminar boatos que comprometem a reputação de seu ex camarada, Bola de Neve, que acaba por fugir da fazenda. Dessa forma, as fake news podem afetar a política no país, por caluniar políticos ou até mesmo exaltá-los de maneira injusta e faz-se necessário a intervenção da Autoridade Administrativa.
Portanto, cabe ao Governo Federal - representado pelo Ministério das Comunicações - realizar campanhas de conscientização por meio das redes sociais e de publicidade em canais abertos com a finalidade de ensinar usuários a identificar fake news e denunciá-las. Desse modo, diferentemente do romance “1984”, a coletividade não será controlada ou enganada e a democracia brasileira será protegida.