Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/08/2022

Para o filósofo Hans Jonas, o princípio de responsabilidade se baseia na necessidade de pensar nas implicações a longo prazo dos desenvolvimentos tecnológicos. Diante disso, umas das principais complicações desse avanço são as propagações de notícias falsas por mídias sociais. Devido a isso, as fake news se tornam um perigo na sociedade contemporânea, haja visto que podem incitar a violência e fomentar movimentos antivacina.

Primeiramente, é importante enfatizar que as Fakes News podem gerar linchamento de inocentes. Sob essa ótica, a exemplo disso, de acordo com o portal G1, uma mulher foi assassinada em Guarujá, no litoral de São Paulo, devido à falsas informações nas redes sociais que apontavam para ela como sequestradora de crianças. Nesse sentido, inverídicas com títulos apelativos chamam a atenção do público ao ponto de impulsionar atos criminosos na crença de sua veracidade. Tal panorama, incita a violência e a hostilidade, o que gera graves consequências na vida das vítimas, as quais padecem em razão da violação de seus direitos intrínsecos, como o direito à vida, assegurados pela Constituição Federal. Diante desse nefasto cenário, é aparente a imprescindibilidade da atuação do Governo para amenizar impactos corrosivos das Fakes News.

Somado a isso, as fakes news corroboram com movimentos que colocam em risco a saúde pública. Nesse viés, segundo a ética Utilitarista do filósofo Bentham, é necessário agir de acordo com o bem estar da maioria. Entretanto, movimentos antivacinas, tomam forma na propagação de notícias falsas em redes sociais sobre os efeitos da imunização, as quais afetam toda a sociedade ao conduzir a população a escolher não tomar as vacinas, por conseguinte, ocorre o aparecimento de doenças erradicadas no Brasil, como o sarampo. Dessa maneira, é oportuno que haja o combate às informações falsas em proteção à saúde dos brasileiros.