Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 17/09/2022
Historicamente, Adolf Hitler, na Segunda Guerra Mundial, usou propagandas com falsas informações como forma de dominação social. De forma semelhante, na atualidade, e, sobretudo a partir dos avanços tecnológicos, a disseminação de notícias falsas, chamadas de Fake News, que visam a manipulação da opinião social tornou-se um problema no Brasil, visto que a rápida propagação de informações e o desinteresse na checagem de dados por parte da população intensifica o problema. Nesse sentido, cabe analisar as causas e os riscos do problema.
A princípio, deve-se ressaltar que o intenso fluxo de informações facilitado, principalmente, pela Revolução Técnico-Científica – a qual promoveu o avanço das tecnologias – e pela Globalização – que suscitou a difusão de opiniões, de dados e de acontecimentos – impulsionou o fenômeno das Fake News, haja vista que as redes sociais, como o Whatsapp e o Twitter, promovem o alastramento de notícias rapidamente. Tal fato, concatenado à ideia de que grande parte da população não verifica a veracidade do que recebem virtualmente – pela checagem de dados e pesquisa em outras fontes – corrobora a efetiva influência sobre a opinião pública. Dessa forma, é evidente que transformações na mentalidade social devem ocorrer.
Por conseguinte, as Fake News tornaram-se instrumento de más intenções. Pela perspectiva do filósofo Michel Foucault, as instituições sociais manipulam discursos para se manterem no poder. Nesse contexto, o processo de eleições no Brasil em 2022 enfrenta dificuldades devido à difusão de informações que desmoralizam candidatos para que se obtenha vantagem. Para isso, diversos vídeos, imagens e declarações fora de contexto e, até mesmo, manipulados, são difundidos nas redes sociais como forma de convencer a população acerca de uma ideia estabelecida.
Portanto, é indiscutível a urgência de ações que detenham os perigos das Fake News. Assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação combata as notícias falsas por meio de palestras e propagandas, as quais devem ser adaptadas a todos os públicos, desde crianças até idosos, que orientem as pessoas a selecionarem e checarem a autenticidade de notícias dadas pelas mídias e redes sociais. Visa-se, dessa forma, evitar o compartilhamento de falsas informações que comprometam, influenciem, controlem ou manipulem a opinião social.