Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/09/2022

“Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”, com essa frase, o cientista alemão A. Einstein explica que a busca por inovações tecnológicas e seu uso faz-se mais importante que a empatia na sociedade contemporânea. Esse contexto se assemelha às fake news, mentiras usadas para disseminar um interesse pessoal de forma imoral. Nesse viés torna-se crucial analisar dois aspetos: o dificil acesso à informações confiáveis e indivíduos prejudicados ou enaltecidos injustamente.

A princípio, é imperioso apontar a dificuldade em confiar em fontes verdadeiras como fator potencializado pela fake news. Posto isso, de acordo com dados das kaspersky, empresa global de cybersegurança, cerca de 62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa. Sob essa ótica, constata-se os desafios de obter informações verídicas em meio a tanta falsidade. Nessa perspectiva, é imprescindível uma intervenção das grandes redes midiáticas.

Além disso, é igualmente preciso destacar o uso de falácias e invenções para atingir ou vangloriar determinado alvo. Desse modo, é possível recordar do DIP (Departamento de imprensa e propaganda), criado na Era Vargas como o único porta-voz autorizado pelo regime que cuidava da propaganda oficial do governo e da promoção pessoal de Getulio Vargas. Diante de tal exposto entende-se que o ‘DIP’ promovia a imagem do então presidente independente de suas atitudes, assim como páginas atuais da mídia. Logo, faz-se urgente uma rápida mudança.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Assim, a fim de minimizar as fake news, é preciso que as redes sociais - e maiores fontes de comunicação - se certifiquem, por meio da fiscalização, que as publicações não estejam propagando falsas notícias. Paralelamente, é função dos jornais e páginas oficiais, grandes portadores de informações do Brasil, assegurarem que seus levantamentos sejam comprovadas como verdadeiras por meio de vídeos, imagens e entrevistas com profissionais. Espera-se assim, que o pensamento do físico Einstein não continue a perdurar.