Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/09/2022

Na Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler usou propagandas com falsas informações como forma de dominação social. Semelhantemente, na atualidade, e, sobretudo a partir dos avanços tecnológicos, a disseminação de notícias falsas visando a manipulação da opinião social tornou-se um problema no Brasil, haja vista que a rápida propagação de informações e o desinteresse da checagem de dados por parte da população intensificam o problema. Nesse sentido, cabe analisar as causas e os riscos desse problema.

A princípio, deve-se ressaltar que o intenso fluxo de informações, facilitado, principalmente, pela Revolução Técnico-Científica – que promoveu avanços tecnológicos – e pela Globalização – que suscitou a difusão de ideias, opiniões e dados – impulsionou o fenômeno das Fake News, visto que as redes sociais, como o Whatsapp e o Twitter, promovem o alastramento de notícias rapidamente. Tal fato concatenado à ideia de que grande parte da população não busca verificar a veracidade do que recebe virtualmente – pela checagem de dados e pela pesquisa em outras fontes – corrobora a efetiva manipulação da opinião pública.

Em consequência disso, as Fake News tornaram-se instrumento de más intenções pessoais e políticas. Pela perspectiva do filósofo Michel Foucault, as instituições sociais manipulam discursos para se manterem no poder. Nesse contexto, o conturbado processo de eleições de 2022 no Brasil encontra dificuldades devido à disseminação de informações que buscam a desmoralização de candidatos para que se obtenha vantagem. Para isso, diversos vídeos e imagens fora de contexto e, até mesmo, manipulados, são disseminados nas redes sociais como forma de convencer a população acerca de um ponto de vista.

Portanto, é indiscutível a irgência de ações que detenham os peridos das Fake News. Desse modo, faz-se necessário que o Ministério da Educação combata as notícias falsas por meio de propagandas e palestras – as quais devem ser adaptadas a todos os públicos, desde crianças até idosos – que orientem as pessoas a selecionar e checar a autenticidade de notícias dadas pela mídia e redes sociais. Visa-se, assim, evitar o compartilhamento de falsas informações que atrapalhem, manipulem ou controlem a opinião social.