Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/10/2022
Manoel de Barros, grande pós modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor ás situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Nesse viés, segundo a lógica barrosiana, faz-se necessário valorizar os perigos das Fake News na era da informação na vida do cidadão brasileiro, ainda que seja estigmizada por parte da sociedade. Logo, afim de extinguir os males relativos a essa temática, é importante ressaltar a negligência estatal e polarização nas redes sociais.
Nessa perspectiva, é válido destacar a forma como parte do Estado costuma lidar com os perigos da Fake News no Brasil. Isso porque, infelizmente, as ideias do sociólogo Zygmunt Bauman sobre as “Instituições Zumbis” se assemelham à realidade, onde, na prática, há inoperância das forças de poder e violação do seu papel social. Prova disso, é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 5 da Constituição Federal que garante, entre tantos direitos à segurança. Isso é evidente pela ineficácia do artigo 41 da Lei das Contravenções Penais, em que o autor deve responder por questões de responsabilidade civil ao publicar Fake News, entretanto, isso não é concretizado.
Ademais, é perceptível a influência da mídia no tocante á Fake News. Nesse sentido, a Escola de Frankfurt criou a expressão “Indústria Cultural”, a qual diz respeito á massificação da sociedade, através de conteúdos mediáticos decaídos, para criar um corpo social alienado. Nesse contexto, tal teoria filosófica se constata na atualidade brasileira ao se analisar a polarização das redes sociais, acarretada da vúlnerabilidade e da alienação dos cidadãos, tornando como verdade informações falsas por meio de posts e vídeos em redes sociais.
Portanto, é evidente, a urgência de findar essa problemática nótoria na estrutura do Brasil. Cabe, então, ao Governo Federal e ao Ministério da Comunicação, por meio da criação de políticas públicas eficazes para o combate das Fake News e de campanhas nas mídias sociais instruindo a população a como se portar em meio a essa situação, a fim de uma sociedade com maior senso crítico. Assim , a Constituição Federal desempenhará corretamente seu papel jurídico e estatal quanto aos direitos da população brasileira.