Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 13/10/2022
No mundo globalizado às informações se propagam de forma rápida e incontrolável, o que cria um território fértil para a disseminação de “fake news” (notícias falsas). Isto pode ser visto no enfrentamento à covid-19, que teve o combate dificultado devido às “fake news”, que mataram milhares ao disseminar falsos tratamentos e fortalecerem às campanhas antivacina.
Primeiramente, é preciso ressaltar que o mundo ao enfrentrar a pandemia do coronavírus teve como um parceiro dual, às tecnologias da informação, que ajudaram na disseminação de informações verdadeiras e falsas. As falsas, com uma capacidade de maior propagação, foram corroboradas até mesmo pelo presidente brasileiro Bolsonaro, como a eficácia da cloroquina e de outros tratamentos alternativos e ineficazes. O espalhamento das “fake news”, nesse contexto, provou que tais notícias possuem consequências fatais e que devem ser contidas para que se evite catástrofes.
Segundo o pensador Noam Chomsky, o fenômeno dá pós-verdade consiste na distorção deliberada da realidade com o objetivo de mudar às opiniões e percepções das pessoas. Seguindo esse pensamento, pode-se analisar o crescimento do movimentos antivacina no Brasil, que por meio da difusão de notícias falsas têm ganhado força e reduzido a cobertura vacinal da população, o que pode provocar o retorno de doenças já erradicadas no Brasil. Dado o exposto, é urgente a resolução da disseminação das “fake news”.
Assim, a fim de controlar a propagação de “fake news”, o Estado deve criar um órgão regulador e desenvolver mecanismos capazes de frear e identificar focos de divulgação de notícias falsas e punir propagadores com maior alcance e influência. Dessa forma, espera que desfechos mortais e desastrosos por “fake news” sejam reduzidos e que, assim, às pessoas estejam protegidas de fenômenos como a pós-verdade.