Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/10/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, os perigos das Fake News na era da informação são fatos sociais patológicos. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.

Nesse panorama, a inoperância do Estado é uma notória promotora dos perigos das Fake News na era da informação. Sob esse prisma, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Não obstante, esse acordo é violado, porque o meio regulador não oferece as condições para a população saber averiguar notícias, como ensinos de interpretação de texto. Assim, uma rede de notícias falsas é alastradas pela ineficácia do poder público, impedindo o progresso da nação.

Ademais, a falta de devido foco dos meios de comunicação é uma imperiosa incentivadora dos perigos das Fake News na era da informação. Nessa conjuntura, conforme a Carta Magna, a imprensa deve cumprir a sua função social. Conquanto, o documento máximo não é respeitado, porquanto os jornais não evidenciam, obstinadamente, fontes inverídicas, como ataques pessoais infundados à candidatos, presentes nas últimas eleições. Dessa forma, o tecido social é subvertido pela passividade dos jornais, que preferem o comodismo ao ataque pertinente.

Portanto, é mister haver um debate sobre os perigos das Fake News na era da informação. Sob essa ótica, para que haja uma aplicabilidade das ideias de Hobbes e, consequentemente, uma comunidade pacífica, os congressistas devem criar uma lei que endureça a punição contra notícias falsas, como a conversão da contravenção penal em crime, por meio da sanção do presidente. Somado a isso, com o fito de se ter um prosseguir da Constituição Cidadã, a mídia deve criar cartazes publicitários que mostrem as ameaças de fontes mentirosas ao bem estar da população, por intermédio da utilização da linguagem apelativa, com a participação de setores da sociedade, como universidades. Conseguintemente, a questão das Fake News será dirimida.