Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/10/2022
A expressão “Ordem e Progresso”, presente na bandeira brasileira, dá a ideia de um desenvolvimento constante em todos os aspectos sociais do país. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese da máxima do símbolo pátrio, uma vez que os perigos das fake news resultam na desordem e no retrocesso da sociedade. Destarte, esse panorama persiste em virtude da negligência do governo e da passividade social.
Acerca dessa situação, as fake news encontram respaldo na débil ação do poder público. Sobre isso, segundo o filósofo John Locke, esse fato se configura como quebra do contrato social, visto que o Estado, ao não ofertar recursos para a garantia do bem-estar da população, torna-se negligente diante de suas obrigações. Seguindo essa lógica, o contrato é diariamente quebrado no país, pois o governo não tem investido o suficiente na fiscalização de notícias falsas divulgadas na internet - pela falta de prioridade da pauta em relação à demais problemas brasileiros. Dessa forma, é essencial que tal órgão cumpra o pacto social a fim de garantir o avanço da nação.
Além disso, é fato que a ausência de participação social impulsiona a problemática em questão. Desse modo, o livro “Paradoxo da Moral” exemplifica a cegueira ética do homem moderno, ou seja, a passividade das pessoas frente aos impasses enfrentados pelo próximo. De maneira análoga, essa teoria se aplica no contexto atual, dado que há uma parcela da sociedade inerte diante de problemas corriqueiros, a exemplo das fake news. Tal passividade se deve, sobretudo, à indiferença social diante do tema, posto que tais problemas não estão dentro da realidade desses indivíduos.
Portanto, o Estado – órgão responsável por assegurar o progresso nacional – deve investir em políticas públicas, a exemplo da fiscalização de notícias para garantir sua veracidade, por meio da destinação de verbas públicas para o setor responsável, a fim de proporcionar maior equilíbrio social ao resolver essa adversidade. Junto a isso, as mídias sociais precisam divulgar mais informações sobre as fake news com o objetivo de sensibilizar a sociedade e de promover maior participação desse público na resolução do assunto.