Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/10/2022
O cartunista Quino sintetiza, na personagem Mafalda, uma postura questionadora perante a disfuncionalidade das sociedades modernas. Desse modo, é válido ter como referência a característica indagadora dessa heroína dos quadrinhos para se compreender, por exemplo, o perigo das “Fake News” na era da informação, podendo impulsionar, então, a procura por soluções adequadas para este entrave. Por esse viés, é imprescindível analisar essa questão no Brasil.
Antes de tudo, nota-se que o Poder Público se mostra negligente ao permitir a propagação das notícias falsas. Isso porque existe certa deficiência no processo de fiscalização dos meios de comunicação, o que proporciona a manutenção de certas instituições públicas no poder, por meio da alienação em massa da população. Verifica-se, pois, que o governo não tem propiciado o bem-estar de todos os cidadãos, desrespeitando os princípios fundamentais da CF de 1988.
Ademais, observa-se que a ampla divulgação de “Fake News” é consequência dos valores arraigados da sociedade. Prova disso pode ser a tendência cultural de se marginalizar a averiguação dos fatos antes de compartilhar, em virtude da visão limitada de que “se está na internet, então é verdade”, desconsiderando, porém, que a desinformação é uma ferramenta poderosa para fortalecer movimentos, como por exemplo, a antivacina. Logo, essa situação vem a fortalecer os estudos do filósofo Friedrich Nietzsche, posto que o acesso limitado a informações tem gerado uma leitura deturpada da realidade.
Convém, portanto, ressaltar que as Fake News devem ser superadas. Assim, é necessário exigir do Estado, mediante debates em audiências públicas, uma maior fiscalização dos meios de comunicação, priorizando as redes sociais, com o objetivo de promover maior esclarecimento diante das publicações nesse tipo de meio de comunicação. Também, é fundamental informar a população, via campanhas midiáticas produzidas por ONG ’s sobre a importância da verificação dos fatos antes do compartilhamento, potencializando o engajamento coletivo em prol da superação da visão limitada acerca de que o que está na rede é confiável. Destarte, a característica indagadora da personagem Mafalda, poderá ser vista não só nos quadrinhos, mas também na realidade brasileira.