Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/11/2022

“Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade.” O ministro da propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, resume a trágica consequência da disseminação de notícias falsas com esta frase. Desta forma, vivendo no período da revolução da comunicação, fruto da era digital, o compartilhamento de “notícias falsas” torna-se muito progressivo e surgem graves problemas sociais.

Nesse contexto, um episódio marcante da história brasileira, o caso da base Escola, revela a intensidade do caos causado pelas mentiras veiculadas na mídia. O polêmico acontecimento foi divulgado pela imprensa de todo o Brasil, acusando o casal, dono de uma escola particular, de estuprar crianças. Sem chance de se defender, suas vidas foram destruídas e a escola foi fechada. Esses e muitos outros fatos semelhantes acontecem o tempo todo no Brasil, o que não só prejudica a moral de várias pessoas, mas também as expõe ao perigo diante de uma sociedade extremamente discriminatória.

Por outro lado, um dos principais motivadores de notícias falsas e sensacionais é o comércio de iscas de cliques na internet. Graças a isso, por meio de manchetes chamativas, o site recebe mais visitantes, aumenta as visualizações de páginas virtuais e, posteriormente, aumenta os lucros financeiros com publicidade. Portanto, esse mercado de cliques na Internet apoia a criação de informações atrativas, confirmando situações de injustiça, movidas pelo interesse individual da mídia e danosas à comunidade.

Assim, cabe ao legislador criar uma lei que sujeite os sites a mecanismos de classificação para que os cidadãos possam avaliar o site, o que reduzirá o lucro de sites maliciosos e desencorajará conteúdos falsos. Além disso, a população deve buscar fontes de informação e não compartilhar assuntos duvidosos. Só assim é possível contornar a reflexão de Goebbels e vivenciar a revolução da comunicação de forma mais benéfica e justa.