Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/11/2022
A Terceira Revolução Industrial foi marcada como um período de intenso desenvolvimento tecnológico e científico, revolucionando a indústria e as relações sociais. Contudo, o marco histórico deixa de possuir caráter positivo ao adentrar sobre os perigos das Fake News na era da informação. A problemática do assunto é agravada socialmente quando trata sobre os fatores da busca do mercado de capital da Indústria Midiática e a falha de formação no sistema educacional brasileiro.
Diante desse cenário, a Revolução Técnico-Científica supracitada trabalhou para a diminuição entre o homem e o meio no sistema de informação. Apesar disso, a velocidade de notícia torna-se preocupante ao ser analisada a partir do seu meio de disseminação na Indústria Midiática, que relativiza notícias e prioriza o fator de lucro em repercussão de manchetes, desconsiderando o impacto gerado socialmente. O físico Albert Einstein relata sobre o revés ao datar que “tornou-se aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”. Sendo assim, as Fake News começam a trazer aspecto ameaçador para o convívio social.
Outrossim, o sistema de formação do cidadão mostra-se falho quando não trabalha para a formação do indivíduo crítico e participativo. Segundo o filósofo John Locke, é estabelecido o princípio de Contrato Social quando os cidadãos cedem sua confiança ao Estado, enquanto este deve garantir direitos básicos à sociedade. O pacto social se destoa da realidade quando a máquina pública oferece à camada popular quesitos precários de educação, o que gera consequências na formação do sujeito desinteressado e passivo da busca pelo conhecimento. Esse cenário torna-se propício para a divulgação das notícias inverídicas no sistema informacional.
Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Poder Legislativo - responsável pela elaboração de leis - criar leis que impeçam a difusão das notícias falsas, a fim de que o povo não esteja sujeito à má informação e se tornem ferramenta de contribuição para a situação. Além disso, torna-se dever do Ministério da Educação - responsável por assegurar os direitos do acesso ao ensino - tornar a ferramenta de formação mais eficaz, através de palestras e programas que alertem o cidadão da existência de Fake News, com o objetivo de que seja possível detectá-las e combate-las. Dessa forma, a Revolução trabalharia para um aspecto positivo de transformação.